Partido militar reivindica vitória esmagadora nas eleições de Mianmar

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Myanmar viveu uma eleição marcada por controvérsias desde o golpe de 2021. Segundo a Comissão Eleitoral, controlada pela junta militar, o Partido da União, Solidariedade e Desenvolvimento (USDP) — representação do Exército — conquistou cerca de 300 cadeiras, das 420 em disputa, em eleições realizadas em três fases, sendo a última no último domingo. Com esse resultado, o poder tem apoio suficiente para eleger o presidente e três vice-presidentes, cargos que o líder da junta, o General Min Aung Hlaing, já ocupa de forma interina desde julho do ano passado.

O panorama aponta para a consolidação do controle da administração, ainda sem definição sobre quem comandará o governo. A formação do Executivo ocorre em meio a apoio de aliados como China e Rússia, que buscam manter relações estáveis com parceiros internacionais enquanto Myanmar tenta normalizar relações com o cenário global.

Partidos menores, alinhados ou próximos ao Exército, teriam recebido cerca de 30 cadeiras, segundo números parciais publicados pela junta. Diversos deputados eleitos estão sob sanções de EUA e da União Europeia por seu papel no regime militar, acusado de ataques contra civis desde o golpe que derrubou o governo democrata liderado pela vencedora do Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, hoje presa. As eleições são amplamente denunciadas como fraudulentas por a ONU e por diversos países.

As votações não ocorreram em pelo menos 56 municípios, e muitos bairros foram excluídos do processo, em áreas não sob controle do Exército, onde guerrilhas étnicas ou grupos pró-democracia continuam em conflito há décadas. A junta impediu a participação de partidos pró-democracia, e alguns de seus integrantes passaram a atuar na luta armada pela região.

Enquanto os resultados parciais se consolidam, ainda não está claro como ficará a composição final do governo e o rumo das relações do país com a comunidade internacional. Vamos acompanhar as próximas informações para entender as possíveis consequências para a população e a região. Comente abaixo suas impressões sobre o que esse desfecho pode significar para Myanmar e para o equilíbrio regional.

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