No dia 30 de janeiro, o Departamento de Justiça dos EUA divulgou milhões de documentos sobre o caso Epstein. O ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, teria convidado Jeffrey Epstein para o Palácio de Buckingham logo após o fim da prisão domiciliar do financista, ainda sem confirmação de que o convite tenha sido aceito.
Entre as mensagens reveladas, Epstein contatou Andrew durante uma estadia em Londres em 27 de setembro de 2010, dizendo: “Vamos precisar de um tempo a sós”. O príncipe respondeu: “Poderíamos jantar no Palácio de Buckingham e ter muita privacidade”. Dois dias depois, Andrew enviou outra mensagem: “Adoraria que viesse aqui ao Palácio. Traga quem quiser e estarei disponível das 16h às 20h”.
No mês anterior, Epstein havia sido libertado da prisão domiciliar após ser condenado por prostituição de menor.
No ano passado, Andrew foi destituído de todos os títulos reais e expulso de sua residência oficial em Windsor por seus laços com Epstein.
A repercussão no Reino Unido ganhou força com a publicação das memórias de Virginia Giuffre, que o acusava de abusos sexuais quando era menor. Em 2022, Virginia moveu um processo contra Andrew, que foi encerrado com um acordo extrajudicial multimilionário, sem que o príncipe admitisse culpa.
A queda de Andrew foi precipitada por revelações da imprensa britânica no último ano, que mostraram que ele manteve contato com Epstein após 2010, contrariando declarações anteriores de ruptura.
Esses documentos reforçam o debate sobre as consequências das ligações entre membros da realeza e pessoas ligadas a casos de abuso, com a repercussão já sendo sentida no cenário público. Queremos saber a sua opinião: o que você pensa sobre esses documentos e as implicações para a imagem da família real? Comente abaixo.
