Resumo: Bill Clinton e Hillary Clinton vão depor diante do Congresso em uma investigação sobre o falecido financista Jeffrey Epstein. Democratas afirmam que a apuração é usada para atacar os adversários políticos de Donald Trump, que era próximo de Epstein e também não foi convocado a testemunhar; a participação dos Clinton evitaria uma votação para declarar desacato ao Congresso.
O caso envolve Epstein e expõe vínculos entre a elite política e empresarial. O Comitê de Supervisão da Câmara, de maioria republicana, acusou Bill Clinton (1993-2001) e Hillary Clinton (2009-2013) de desobedecer intimações para depor sobre seus vínculos com Epstein, que morreu na prisão em 2019. O porta-voz dos Clinton, Ángel Ureña, afirmou que o casal estará presente e que os depoimentos devem estabelecer precedentes.
Os democratas dizem que a investigação é usada como ferramenta política contra o presidente Donald Trump, que foi amigo de Epstein e também não foi convocado a depor. Trump tem pressionado para manter confidenciais os documentos ligados ao caso, que envolve círculos de bilionários, políticos, acadêmicos e celebridades.
Inicialmente, o casal recusou comparecer, alegando que as intimações não tinham propósito legislativo claro. A votação sobre o procedimento por desacato foi suspensa pelo Comitê de Regras após o acordo para o depoimento. Além disso, o Congresso segue analisando os registros da investigação.
O Departamento de Justiça divulgou o que seria o último lote de documentos, fotos e vídeos. O The New York Times informou que nomes de vítimas não haviam sido censurados, o que gerou pedidos de remoção de páginas com dados sensíveis. O juiz Richard M. Berman marcou audiência para quarta-feira para decidir sobre censuras dos registros.
Bill Clinton reconheceu ter utilizado a aeronave de Epstein para fins humanitários da Fundação Clinton, mas afirmou que nunca visitou a ilha privada do financista. A defesa ressalta que as ligações entre Clinton e Epstein eram mais amplas do que as acusações iniciais.
Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein, cumpre pena de 20 anos de prisão por tráfico sexual, e seu caso continua a atravessar os desdobramentos envolvendo Epstein e figuras públicas ligadas a ele.
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