STJ revoga habeas corpus de Oruam e manda rapper de volta à prisão por descumprir tornozeleira eletrônica

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a volta do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, à prisão. A Quinta Turma revogou o habeas corpus que permitia liberdade com monitoramento eletrônico e restabeleceu a prisão preventiva, conforme levantamento do O Globo.

A decisão foi proferida pelo ministro Joel Ilan Paciornik, que alegou que Oruam descumpriu, de forma reiterada e sucessiva, a medida cautelar. Os descumprimentos ocorreram principalmente à noite e nos fins de semana, com o acusado passando longos períodos sem bateria na tornozeleira, por até 10 horas.

Em seu voto, Paciornik destacou que as falhas geraram lacunas nos mapas de movimentação do acusado e tornaram a fiscalização ineficaz. Um relatório técnico citado na decisão apontou 28 interrupções no sinal do equipamento em 43 dias, entre 30 de setembro e 12 de novembro do ano passado.

O ministro escreveu: “A meu sentir, as 28 interrupções em um período de 43 dias extrapolam, em muito, um mero ‘problema de carregamento’.” Ele ressaltou que a conduta compromete diretamente o controle sobre a liberdade do acusado, inviabilizando o monitoramento de seus deslocamentos e frustrando a fiscalização imposta pelo Juízo, havendo risco de fuga devido à falta de carga.

A defesa sustentou que as falhas ocorreram por problemas na bateria do dispositivo. O acórdão cita alegações de que o relatório demonstrava mero descarregamento de bateria, sem desrespeito a outras cautelares. Contudo, o STJ manteve o entendimento de que a inobservância reiterada da obrigação de manter a tornozeleira carregada representa risco concreto à ordem pública e à aplicação da lei penal.

O caso reacende o debate sobre a eficácia do monitoramento eletrônico e a gravidade dos descumprimentos de cautelares por artistas, envolvendo autoridades, defesa e o público que acompanha o desfecho com atenção.

Como você interpreta essa decisão do STJ sobre o monitoramento eletrônico e a prisão preventiva? Compartilhe sua opinião nos comentários. Queremos saber o que você pensa sobre o tema e o impacto dessa medida para a justiça e a segurança pública.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Tribunal de Portugal derruba perda de cidadania para condenados por crimes graves

Tribunal Constitucional de Portugal derrubou a previsão de perda de cidadania para naturalizados condenados por crimes graves nos primeiros 15 anos após a...

Adega do PCC: trio é preso em operação contra o tráfico de drogas

Três pessoas foram presas, em Mongaguá, no litoral de São Paulo, durante operação da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE) de Itanhaém contra...

Zezé Di Camargo tem pedido de indenização negado pela Justiça em ação contra o Facebook e uso de IA; entenda

Resumo: a Justiça de São Paulo negou o pedido de indenização por danos morais de Zezé Di Camargo em ação movida contra o...