Europa registra mais de 1,3 mil mortes acima do esperado em onda de calor 

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A Organização Mundial da Saúde informou que a onda de calor que atinge a Europa já deixou mais de 1,3 mil mortes acima do previsto, além de afetar cerca de 150 milhões de pessoas em condições de calor extremo. O impacto alcança serviços de saúde, redes elétricas e infraestrutura, exigindo ações rápidas de governos e comunidades.

Grandes esforços globais têm sido mobilizados. Em suas redes sociais, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que a organização trabalha com governos e parceiros para mitigar os efeitos, priorizando preparação, prevenção e fortalecimento das respostas dos sistemas de saúde.

Cientistas apontam que este é o episódio de calor mais intenso já registrado no continente. Desde 20 de junho, várias regiões registraram temperaturas recordes, elevando o número de situações críticas. Na França, termômetros passaram de 40°C em várias áreas, e a agência de saúde apontou cerca de 1.000 mortes acima da média desde 24 de junho, com a maioria das vítimas acima de 65 anos e um aumento de óbitos em domicílio, especialmente perto de Paris. A ministra Stéphanie Rist avisou que os efeitos podem persistir por até dez dias após a queda das temperaturas.

Na Alemanha, o recorde foi de 41,5°C no fim de semana, com o serviço meteorológico estimando a possibilidade de chegar a 42°C. A República Tcheca registrou 40,8°C ao norte de Praga, com a previsão de superar os 41°C. Em Basel, na Suiça, os termômetros marcaram 39°C pelo terceiro dia seguido, marcando um novo recorde para o mês de junho.

A Dinamarca chegou a 37°C, maior valor desde o início das medições, enquanto a Espanha registrou 212 mortes em quatro dias associadas ao calor extremo. Em resposta, hospitais, serviços de emergência e autoridades locais intensificaram o atendimento à demanda, reforçaram a vigilância de populações vulneráveis e implementaram medidas para reduzir riscos.

Este cenário mostra a necessidade de ações coordenadas para enfrentar as altas temperaturas, que não dão trégua mesmo após a normalização do tempo. E você, como tem visto os impactos locais do calor extremo? De quais formas sua comunidade tem se preparado ou se adaptado? Compartilhe sua experiência nos comentários e contribua com sugestões para enfrentar ondas de calor como essa.

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