STF desbloqueia emendas de ex-deputados e autoriza suplentes a realocar verbas no Orçamento de 2026

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O ministro Flávio Dino, do STF, autorizou que os deputados Dr. Flávio (PL-RJ) e Missionário José Olímpio (PL-SP) indiquem os beneficiários de emendas apresentadas anteriormente pelos ex-deputados Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro, de quem eram suplentes. A decisão, tomada na ADPF 854, libera as emendas e garante aos novos titulares autonomia para redefinir a destinação das verbas no Orçamento da União de 2026.

A controvérsia começou em dezembro de 2025, quando Dino bloqueou integralmente as emendas dos então parlamentares, alegando que não atuavam regularmente durante o período de apresentação. Eduardo Bolsonaro morava no exterior desde março de 2025 e Ramagem deixou o país em setembro do mesmo ano; a Mesa Diretora declarou a perda dos mandatos em 18 de dezembro de 2025.

Para a Câmara, o caso exigia solução do STF. No caso de Dr. Flávio e Missionário Olímpio, a Casa pediu autorização para que assumissem a titularidade das emendas. Também pleiteou autorização para que Adilson Barroso (PL-SP), ocupante da vaga de Carla Zambelli, pudesse indicar emendas próprias, argumentando que Zambelli já estava presa na Itália para extradição.

O ministro acolheu parcialmente o pedido, autorizando o desbloqueio das emendas de Ramagem e Eduardo Bolsonaro, ao considerar que a demora no processo de perda dos mandatos acabou permitindo que eles apresentassem emendas ao Orçamento. Alega-se que as indicações já deveriam ter sido feitas pelos suplentes, para evitar prejuízos aos novos ocupantes e às populações representadas.

Quanto à substituição de Carla Zambelli, Dino entendeu que não houve ato regular de indicação no período de 24 de outubro a 14 de novembro de 2025, tornando inadequada a reabertura de prazo para emendas. Ele ressaltou que tal abertura violaria o planejamento orçamentário, que visa previsibilidade e equilíbrio na elaboração da lei orçamentária.

Em síntese, a decisão busca equilibrar a continuidade do processo orçamentário com a proteção dos direitos dos novos titulares e das regiões que representam, evitando prejuízos ao uso de recursos públicos. O tema pode ter desdobramentos para 2026. E você, o que pensa sobre essa atuação do STF e das Casas Legislativas?

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Adega do PCC: trio é preso em operação contra o tráfico de drogas

Três pessoas foram presas, em Mongaguá, no litoral de São Paulo, durante operação da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE) de Itanhaém contra...

Zezé Di Camargo tem pedido de indenização negado pela Justiça em ação contra o Facebook e uso de IA; entenda

Resumo: a Justiça de São Paulo negou o pedido de indenização por danos morais de Zezé Di Camargo em ação movida contra o...

Otto diz que Senado deve sabatinar Benedito Gonçalves para o CNJ na próxima semana

O presidente do Senado pediu prioridade na tramitação da indicação de Benedito Gonçalves, ministro do Superior Tribunal de Justiça, para integrar o Conselho...