Irã e EUA retomam negociações sobre o programa nuclear

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Em Mascate, Omã, o principal diplomata do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se em 6 de fevereiro com o chanceler omanita, Badr al Busaidi, antes das negociações mediadas por Omã com os Estados Unidos sobre o programa nuclear da república islâmica. O encontro ocorre em meio a tensões, com Washington sinalizando possibilidade de ação militar caso as negociações falhem.

O Irã afirmou estar disposto a defender sua soberania no início das negociações com os Estados Unidos, diante de pressões externas. Araghchi enfatizou que a República Islâmica utiliza a diplomacia para defender seus interesses nacionais, acrescentando que igualdade, respeito mútuo e interesse recíproco são pilares de um acordo duradouro.

Do lado americano, a delegação é chefiada por Steve Witkoff, o emissário do presidente Donald Trump, atual presidente dos EUA a partir de janeiro de 2025. Washington busca explorar uma “capacidade nuclear zero” para o Irã, segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, ao mesmo tempo em que admite outras opções além da diplomacia. A reunião ocorre enquanto os EUA enviaram um grupo naval liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln à região, e Teerã prometeu retaliação a bases americanas em caso de ataque.

Além disso, a Guarda Revolucionária apreendeu dois petroleiros com tripulações estrangeiras no Golfo por contrabando de combustível, em meio a tensões regionais. Em Doha, o chanceler alemão Friedrich Merz pediu que o Irã entre de fato nas conversas, e o presidente turco Recep Tayyip Erdogan afirmou que as partes buscam espaço para a diplomacia. O The New York Times citou fontes iranianas anônimas dizendo que os EUA teriam aceitado que as conversas excluíssem líderes regionais, mantendo discussões sobre mísseis e milícias para moldar um quadro de acordo. A China também expressou apoio ao Irã na defesa de sua soberania e de seus direitos legítimos, opondo-se à intimidação unilateral.

Com o foco nas questões nucleares e possivelmente nos mísseis e milícias, o cenário permanece tenso e com risco de escalada na região. O Irã afirma estar pronto para defender as bases americanas em caso de ataque, enquanto o governo dos EUA avalia suas opções. O desenrolar dessas negociações pode redefinir o equilíbrio de poder na região, e leitores interessados vão acompanhar de perto. Comente abaixo como você enxerga o caminho para um acordo.

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