Médica vascular diz se vinho faz bem ou mal para a saúde das artérias

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Os vasos sanguíneos que saem do coração, as artérias, transportam oxigênio e nutrientes que permitem o funcionamento das células. Quando ficam entupidos, o transporte sanguíneo deixa de funcionar adequadamente, prejudicando o organismo e favorecendo a aterosclerose.

Em Brasília (DF), a médica Cristienne Souza destaca que, por muitos anos, o vinho tinto foi associado a benefícios cardiovasculares por causa do resveratrol — uma substância antioxidante presente na casca da uva. Estudos sugerem que esse composto pode melhorar a função endotelial, responsável pela saúde dos vasos.

“Esses mesmos compostos podem ser obtidos por meio do consumo da própria uva, do suco integral da fruta ou outros alimentos ricos em polifenóis, sem a exposição aos efeitos potencialmente nocivos do álcool”, atesta a especialista em cirurgia endovascular.

Atualmente, evidências recentes mostram que o álcool, independentemente do tipo de bebida, está associado a efeitos negativos sobre o sistema cardiovascular, incluindo as artérias. Entre os impactos citados estão hipertensão arterial, fibrilação atrial, cardiomiopatia, acidente vascular cerebral (AVC) e doença coronariana.

De acordo com a cirurgiã vascular, o álcool contribui para a disfunção endotelial, o aumento do estresse oxidativo e a inflamação vascular — mecanismos diretamente ligados ao dano arterial progressivo. Ela reforça: não existe nível de consumo comprovadamente seguro para o sistema cardiovascular.

A médica ressalta que o álcool deixou de ser visto como possível fator protetor e passou a ser reconhecido como um risco modificável. Ela orienta reduzir ou evitar o consumo de bebidas alcoólicas como medida coerente para proteger o sistema cardiovascular e a função endotelial a longo prazo.

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Divulgada a partir de evidências recentes, a ideia de que o vinho traz proteção para as artérias é questionada. A saúde vascular é afetada pelo álcool por meio da disfunção endotelial, aumento do estresse oxidativo e inflamação, o que pode acelerar danos arteriais. O consenso entre sociedades médicas é claro: não há nível seguro de consumo para o coração.

A recomendação prática é clara: reduzir ou evitar bebidas alcoólicas contribui para a proteção a longo prazo da saúde cardiovascular e da função endotelial. A escolha pela moderação ou abstinência aparece como medida consistente para manter artérias mais saudáveis.

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