Lincoln e Guga Meyra alteram verso de música “Tapa Tapa” após parceria com MP-BA para campanha ‘Não é Não’ no Carnaval

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O Ministério Público da Bahia (MP-BA) fechou uma parceria com os artistas Lincoln Senna, vocalista da banda Parangolé, e Guga Meyra para reforçar a campanha “Não é Não” durante o Carnaval 2026. A ação integra o projeto Luto por Elas, coordenado pelo Núcleo de Defesa dos Direitos das Mulheres (Nevid), com o objetivo de ampliar medidas educativas de enfrentamento à violência de gênero.

Como parte da iniciativa, os artistas alteraram a letra da música que concorre ao prêmio de Música do Carnaval, “Tapa Tapa”. O verso “ela me pedindo tapa” foi substituído por “todo mundo pedindo tapa”, retirando a referência direta a uma mulher. A nova versão passa a incluir versos que valorizam as mulheres e combatem a violência doméstica e familiar, utilizando a música e a cultura popular como ferramentas para disseminar mensagens de respeito e conscientização sobre os direitos das mulheres.

A promotora de Justiça Sara Gama, coordenadora do Nevid, destacou que a adesão dos artistas fortalece as ações do MP-BA durante a folia. “Sendo a promotora de Justiça responsável pelas ações em prol das mulheres durante o Carnaval, foi com imensa alegria que dialogamos sobre esse assunto e recebemos essa notícia, o que demonstra que podemos, sim, produzir arte e cultura sem que, necessariamente, precise objetificar a mulher.” E acrescentou: “O respeito deve prevalecer em todas as manifestações e a adesão de artistas como Lincoln Senna e Guga Meyra ao projeto Luto por Elas fortalece o nosso propósito de proteger as mulheres e combater a violência e a discriminação.”

Durante o período carnavalesco, o MP-BA intensificará a atuação no enfrentamento a violações de direitos, com postos fixos de atendimento em pontos estratégicos da capital baiana. A orientação é que casos de violência, discriminação, exploração, trabalho infantil e abusos contra crianças, adolescentes, mulheres, idosos e pessoas com deficiência sejam comunicados aos canais oficiais da instituição. Contribua deixando seu comentário sobre a importância de unir música, cultura e ação pública no combate à violência de gênero.

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