AGU não defenderá Dias Toffoli; Moraes está no centro de ação internacional envolvendo Trump Media e Rumble. Em desdobramentos do caso relacionado ao Banco Master, a Advocacia-Geral da União afirmou que não caberá defesa de Dias Toffoli pela AGU, que vem prestando auxílio ao ministro Alexandre de Moraes, também do STF, em uma ação movida no exterior.
A AGU avaliou que foi a atuação de Moraes no STF que originou o processo movido pela Trump Media e pela Rumble nos Estados Unidos, e por isso a defesa dos interesses do Brasil foi assumida pela AGU, responsável inclusive pelos custos envolvidos.

Caso haja uma denúncia contra Toffoli, a situação passaria a envolver interesses privados da autoridade, o que exigiria que ele contratasse um advogado para rebater eventuais acusações apontadas pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. A intervenção da AGU no episódio não significaria defesa de Toffoli, mas sim a atuação institucional em favor dos interesses do Brasil.
Diferentemente dos advogados, magistrados não podem atuar em causas próprias porque, ao assumir o cargo, perdem o registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), devido à incompatibilidade entre a magistratura e a advocacia. Essa regra tende a manter a separação entre funções jurídicas e judiciais no Brasil.
Quaisquer desdobramentos entre Toffoli e eventuais acusações serão acompanhados com atenção, e o tema levanta dúvidas sobre a necessidade de representação legal para autoridades do STF em investigações que envolvam interesses do país. Comente abaixo o que você pensa sobre o papel da AGU, a atuação de Moraes e as regras que regem a atuação de magistrados na Justiça brasileira.

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