Como são escolhidas as fantasias dos policiais que atuam no Carnaval

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A Polícia Civil de São Paulo aposta em fantasias inspiradas em filmes e desenhos para atuar nos blocos de Carnaval e surpreender ladrões de celulares. A estratégia, desenvolvida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), integra ações para reprimir furto e roubo durante a folia e já ganhou espaço nas redes, com memes e até samba-enredo dedicados ao tema.

Ao todo, 30 agentes são destacados para as ações especiais, com apoio de policiais da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) e duas viaturas para transporte. A escolha e a aquisição das fantasias são feitas pela própria equipe, priorizando mobilidade, fácil compreensão e remoção rápida em uma eventual abordagem. “Escolhemos e procuramos aquelas fantasias que permitem mobilidade, fácil compreensão e remoção numa eventualidade. Temos, ainda, fantasias aleatórias e espalhadas entre os foliões para nos darem apoio”, afirmou a diretora do DHPP, Ivalda Aleixo.

As escolhas dos locais onde os policiais fantasiados permanecerão decorrem de inteligência e mapeamento, com base em grandes eventos anteriores, como o Ano-Novo, e no monitoramento em tempo real de câmeras e drones que filmam os blocos. “Acompanhamos as evoluções dos blocos com o maior número de foliões e onde as ocorrências de furto e roubo de celular sobem”, disse Ivalda, destacando a efetividade da estratégia de disfarce in loco.

Para a chefe do DHPP, prender é o primeiro passo, mas é fundamental identificar quem adquire os aparelhos roubados. “Tentamos identificar, além das prisões em flagrante, os receptadores. Pessoas que compram diariamente celulares de furto e roubo na cidade”, explicou.

Entre os casos de destaque, a diretora lembra de uma prisão envolvendo uma mulher com cinco celulares, no fim de semana pré-Carnaval, enquanto ela mesma atuava fantasiada como “Fantasminha”. Outros policiais prenderam um homem com mais aparelhos, e, ao serem levados à viatura, descobriram que ele era marido da mulher presa. O episódio terminou com a curiosa constatação de terem sido capturados pelos “Caça-Fantasmas do DHPP”.

Os policiais também adotam medidas de segurança para evitar transtornos aos foliões e não colocar em risco detidos suspeitos de furto de celulares na cidade.

Essa atuação tem apresentado resultados positivos, com reconhecimento da população e memes nas redes sociais, além de inspirar novas ações durante o Carnaval na cidade. E você, o que acha dessa abordagem criativa para manter a segurança nos blocos? Compartilhe suas opiniões nos comentários e participe da conversa sobre o Carnaval seguro.

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