Lula leva para Índia e Coreia chefe da PF alvo de ministros do STF

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Em meio a críticas de ministros do STF à Polícia Federal, o presidente Lula inicia uma viagem oficial que o levará à Índia e, na sequência, à Coreia do Sul, acompanhado do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Eles desembarcaram em Nova Délhi, onde Andrei Rodrigues terá reunião com a polícia indiana e acompanhará Lula em evento sobre inteligência artificial (IA).

Na Coreia do Sul, a comitiva deverá desembarcar em Seul no domingo (22/2). Andrei Rodrigues terá reunião com a polícia coreana e há previsão de assinatura de um acordo de cooperação entre as duas polícias, ampliando a parceria entre órgãos de segurança dos dois países.

A comitiva de Lula inclui o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva; e o chanceler Mauro Vieira. A primeira-dama, Rosângela da Silva — a Janja — o acompanhou até Nova Délhi, mas seguiu direto para Seul, com agenda marcada com a primeira-dama sul-coreana.

Lula cumpre agendas na capital indiana até o sábado e, no domingo (22/2), parte para Seul, onde fará uma visita de Estado até terça-feira (24/2). Ao retornar ao Brasil, o presidente encerra a viagem.

A irritação do STF com o chefe da PF

Na semana passada, o diretor-geral da PF ganhou críticas duras de ministros do STF por um relatório da corporação que apontava ligações entre o ministro Dias Toffoli e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Andrei Rodrigues entregou o documento ao presidente do STF, Edson Fachin, o que contribuiu para a queda de Toffoli da relatoria do Caso Master, substituído por André Mendonça.

Ministros do STF, ouvidos pela coluna, afirmam que Andrei não poderia ter avançado nas investigações sem autorização da Corte, dada a prerrogativa de foro de Toffoli. Aliados de Lula dizem que o presidente ficou incomodado com o método da PF; já ministros do STF avaliam que Andrei não tomaria esse passo sem o aval do governo.

A comitiva de Lula também reforça a presença de auxiliares próximos ao Planalto, sinalizando o alinhamento entre as esferas federal, judiciária e de segurança na agenda externa do Brasil.

O retorno ao Brasil está previsto para depois de a viagem à Coreia do Sul se encerrar, com o presidente no país até as proximidades de 24 de fevereiro.

E você, o que acha dessas movimentações diplomáticas e institucionais do Brasil? Deixe seu comentário, opinião e perguntas abaixo para começarmos a conversa.

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