Preso lendo a Bíblia na cadeia (Foto: reprodução). A perseguição religiosa no Iêmen resultou na detenção de pelo menos 20 cristãos nos últimos meses, segundo a organização International Christian Concern (ICC), que acompanha o tema. As prisões ocorreram tanto nas casas dos indivíduos quanto nas ruas, colocando a população cristã no país em situação de grande vulnerabilidade.
A contagem exata é difícil devido ao regime de sigilo vigente. Organizações como a Human Rights Watch (HRW) e ministérios com atuação local confirmam que alguns cristãos estão sob custódia dos Houthis, grupo considerado terrorista, que atua no noroeste do Iêmen. Outros fiéis permanecem desaparecidos.
A legislação iemenita proíbe a prática de religiões que não o Islã, e a existência de igrejas é vedada. A população cristã é majoritariamente composta por ex-muçulmanos, forçados a manter a fé em segredo. Encontros de adoração são comuns de forma clandestina, e a descoberta pode levar à pena de morte.
A ICC interpreta as detenções como indicativo do avanço do Evangelho no país, com um número crescente de iemenitas se convertendo, mesmo diante da severa perseguição. A missão Portas Abertas também documenta essa expansão da fé cristã. “Deus está abrindo portas, muitas pessoas estão interessadas e querem aprender mais sobre Jesus. Quando me encontro com elas, tento fazer isso em locais públicos para evitar quaisquer problemas de segurança”, relatou Khaled*, um iemenita que descobriu o cristianismo através de um canal no YouTube.
O Iêmen atravessa uma das piores crises humanitárias globais, e a população cristã está entre as mais vulneráveis. A distribuição de ajuda humana é frequentemente mediada por mesquitas, que tendem a discriminar não-muçulmanos devotos. Além disso, discursos anticristãos têm aumentado na mídia, impulsionados pela propaganda de grupos extremistas. Atualmente, o Iêmen ocupa a terceira posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, elaborada pela Portas Abertas, como um dos países mais hostis à prática cristã. Fonte: Tribuna Gospel.
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