Chuvas deixam desabrigados e cenário de incerteza em Juiz de Fora

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Juiz de Fora enfrenta um quadro de calamidade após chuvas que deixaram a cidade sob alerta. Mais de 3 mil moradores estão sem moradia fixa desde segunda-feira (23), com a situação mantendo um alto grau de incerteza para as famílias da região.

Na Escola Municipal Murilo Mendes, no Alto Grajaú, Daniele Saldanha, auxiliar de cozinha, tenta reorganizar a vida após a desocupação causada pelo deslizamento. A casa da família desabou, restando apenas uma coluna que sustenta o imóvel. Ela vive com seis crianças e o pai idoso, distribuindo pertences em cadeiras e usando colchonetes sobre um tapete de borracha para a noite.

Por questões de segurança, a prefeitura de Juiz de Fora informou que o abrigo instalado na Murilo Mendes está sendo transferido para a Escola Estadual Padre Frederico Vienken, no Bairro Bonfim, também na zona leste.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, já foram confirmadas 47 mortes e 20 desaparecidos. A última atualização aponta 3 mil desabrigados em Juiz de Fora e 26 em Ubá, municípios mais afetados pelas chuvas e deslizamentos que começaram na segunda-feira (23).

Com a calamidade, a sociedade civil se organizou para apoiar os desabrigados. Flávia Gonzaga Costa, presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Juiz de Fora, transformou um espaço comercial no bairro Industrial, na zona norte, em ponto de apoio para doações. A região, próxima ao Rio Paraibuna, recebeu água, alimentos e itens de higiene para quem ficou ilhado, com moradores andando em meio à lama até chegar ao local.

Segundo Flávia, a mobilização é expressiva: houve distribuição de almoço e jantar, além de itens como óleo, alimentos, roupas e produtos de limpeza. Moradores que chegam ao ponto trazem também pedidos de materiais de higienização para a casa, como vassouras, rodo e água sanitária, para enfrentar as dificuldades no dia a dia.

As equipes seguem atuando e os desabrigados contam com apoio de voluntários e entidades locais. O cenário de incerteza persiste, mas a mobilização da cidade mantém a esperança de voltar à normalidade. E você, o que tem feito para ajudar ou como vê a resposta das autoridades nessa situação?

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