Ameaça envolvendo Roberto Carlos, presidente da Juazeirense, é relatada em súmula de jogo contra o Bahia

Escrito por: Diógenes Cunha

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O encerramento de Juazeirense x Bahia, pela sétima rodada do Baianão 2026, ficou marcado por confusão generalizada no Estádio Adauto Moraes. Membros da comissão técnica, dirigentes e torcedores do Cancão de Fogo protagonizaram uma série de manifestações agressivas após o apito final, levando à intervenção imediata da Polícia Militar e da Guarda Municipal.

Segundo a súmula oficial, o treinador da Juazeirense, Carlos Fernando Rabelo Barbosa, foi expulso com cartão vermelho logo após o árbitro terminar o jogo, após invadir o campo, dirigir-se de forma hostil à equipe de arbitragem, gestos obscenos e ofensas diretas.

“Você não pode fazer isso, você prejudicou nosso time, seu safado. O Bahia não precisa disso, você é um ladrão!”, teria gritado o comandante, conforme o documento, sendo contido por policiais e membros da própria equipe.

O relatório também aponta invasões de dirigentes e torcedores ao gramado para protestar, incluindo o presidente do Juazeirense, Roberto Carlos Leal, que passou a intimidar diretamente os árbitros.

“Vocês roubaram meu time, vocês não têm consciência, seu ladrão safado. Vocês não vão dormir à noite. Eu poderia mandá-los prender porque sou autoridade!”, disparou o dirigente, também contido pela polícia.

O documento cita ainda o diretor de futebol Sérgio Fernandes dos Santos, que teria se aproximado da arbitragem com palavras ofensivas, dizendo: “Vocês roubaram a gente, seus safados. A gente trabalha a semana toda e vocês vêm aqui fazer isso? Não precisa roubar para o Bahia, eles já estão classificados”. Além disso, pessoas não identificadas cercaram os árbitros, proferindo ameaças de morte, o que obrigou a escolta policial para fora do campo.

No campo, a partida terminou 1 a 1, com gols de pênalti de Everaldo, para o Bahia, e Adailton Bravo, para a Juazeirense.

O árbitro justificou que os acréscimos ocorreram por substituições, gols e pausas para hidratação. O caso será analisado pelo Tribunal de Justiça Desportiva da Bahia (TJD-BA), com base nas graves acusações registradas na súmula.

Essa decisão abre espaço para a continuidade do debate sobre segurança e comportamento em domingos de futebol regional, com o desfecho ainda a ser definido pelo órgão competente.

Deixe a sua opinião nos comentários sobre o que você achou do desfecho da partida e das providências tomadas pela organização.

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