EUA mata 11 pessoas em ataque a embarcações no Caribe e no Pacífico

Escrito por: Diógenes Cunha

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O governo dos Estados Unidos realizou novos bombardeios contra embarcações ligadas ao narcotráfico no Caribe e no Pacífico Oriental na noite de segunda-feira (16/2), deixando ao menos 11 mortos.

Segundo o Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), as três embarcações navegavam por rotas já conhecidas por atividades de narcotráfico e estariam envolvidas no transporte de drogas.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento dos ataques.

Late on Feb. 16, at the direction of #SOUTHCOM commander Gen. Francis L. Donovan, Joint Task Force Southern Spear conducted three lethal kinetic strikes on three vessels operated by Designated Terrorist Organizations. Intelligence confirmed the vessels were transiting along known… pic.twitter.com/mib9XtptSB

— U.S. Southern Command (@Southcom) February 17, 2026

O Comando Sul informou que quatro homens morreram no primeiro barco interceptado no Pacífico Oriental. Outros quatro foram mortos em uma segunda embarcação na mesma região. No Caribe, três pessoas morreram em um terceiro ataque.

Governo não divulga detalhes da ofensiva

O governo do presidente Donald Trump não divulgou detalhes sobre as vítimas, como nomes ou nacionalidades, nem informou se houve apreensão de drogas. O Departamento de Defesa dos EUA afirmou que nenhum militar norte-americano ficou ferido.

Apesar das alegações, o governo americano não apresentou provas públicas de que as embarcações estavam, de fato, ligadas ao tráfico, nem detalhou quais evidências embasaram a operação.

As ações fazem parte de uma política mais ampla de combate ao tráfico transnacional, iniciada pelos EUA em setembro de 2025. Desde então, ao menos 140 pessoas morreram em cerca de 40 ataques, segundo dados oficiais.

O governo americano sustenta que as intervenções são baseadas em informações de inteligência que indicariam o envolvimento direto das embarcações com redes criminosas. A falta de divulgação de provas, no entanto, tem provocado debate sobre a legalidade e a expansão das operações, que se estenderam do Caribe ao Pacífico.

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