Intoxicação em Piscina: Justiça nega prisão de sócios de academia

Escrito por: Diógenes Cunha

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No fim de semana, a piscina da academia C4 Gym, no Parque São Lucas, zona leste de São Paulo, registrou intoxicação por cloro durante uma aula de natação. A tragédia resultou na morte de Juliana Faustino Bassetto, 27 anos, e deixou pelo menos seis feridos, entre eles o marido da aluna e um adolescente que também nadou na piscina.

Os três proprietários da academia — Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração — foram indiciados por homicídio doloso eventual, em decorrência da intoxicação na piscina. De acordo com a Polícia Civil, os sócios se apresentaram de forma espontânea à delegacia na quarta-feira, acompanhados de advogados, para prestar depoimento.

Na decisão que rejeitou a prisão temporária, a juíza Paula Marie Konno afirmou que não havia motivo para detenção e que a C4 Gym já foi lacrada e periciada. Contudo, foram impostas medidas cautelares alternativas: os sócios devem se apresentar mensalmente à Justiça, informar e justificar suas atividades e não podem se aproximar do endereço da academia, manter contato com testemunhas ou deixar a comarca por mais de sete dias sem autorização.

A defesa dos sócios comentou a decisão, dizendo que a Justiça garantiu o direito de aguardar a apuração dos fatos em liberdade e que cumprirão fielmente todas as cautelares impostas. “Recebemos com satisfação a decisão judicial que garante aos nossos clientes o direito de aguardar a apuração dos fatos em liberdade, sendo certo que cumprirão fielmente todas as cautelares alternativas impostas pela Justiça.” A nota acrescentou que os empresários permanecem à disposição das autoridades para esclarecimentos, confiando na continuidade técnica e legal da apuração.

Segundo a Polícia Civil, há indícios de que o manobrista Severino José da Silva, 43 anos, recebia instruções dos proprietários por meio de mensagens no WhatsApp sobre a aplicação de químicos na piscina, sem qualificação técnica. A técnica apontada indicava que a carga de cloro usada em um dia deveria atender à demanda de uma semana, sugerindo uma tentativa de manter a água em uso sem fechar a piscina.

Câmeras de segurança registraram o momento em que alunos e funcionários passaram mal durante a aula de natação, com vítimas sendo retiradas da água em estado crítico. A direção da C4 Gym afirmou que está colaborando com as autoridades e lamentou o ocorrido, enquanto a investigação continua para esclarecer as responsabilidades e possíveis falhas de segurança.

O caso segue em apuração, com desdobramentos sobre possíveis medidas de proteção em espaços de prática esportiva na cidade. A reportagem continua acompanhando as novidades legais e os impactos para a comunidade local na região do Parque São Lucas.

E você, o que acha das medidas cautelares adotadas e da responsabilidade de empresários de academias na proteção de alunos? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião sobre segurança em espaços de prática esportiva.

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