Por que a venda de André ao Milan por R$ 103 milhões não é tão vantajosa ao Corinthians

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O Corinthians está avaliando uma proposta do Milan por Andrè, volante revelado no Parque São Jorge, que pode render até 17 milhões de euros pelos 70% dos direitos econômicos do jogador. Na cotação atual, isso equivaleria a cerca de R$ 103 milhões, porém o valor efetivamente disponível aos cofres do clube tende a ser bem menor, por conta de descontos, participação de terceiros e cláusulas condicionais da negociação.

A oferta prevê 15 milhões de euros fixos mais 2 milhões de euros condicionados a metas específicas: participação em 20 jogos pelo Timão com pelo menos 45 minutos até a paralisação para a Copa do Mundo. Ou seja, nem todo o montante é garantido, e a parcela recebida pelo Corinthians depende do atingimento dessas metas e de resultados futuros.

Dos 70% envolvidos na negociação, o Corinthians não detém a totalidade. A proposta prevê 15 milhões de euros fixos e 2 milhões condicionados a metas, e ainda há descontos obrigatórios e parcela variável que reduzem o ganho líquido. Mesmo com a possibilidade de 20% de valorização em uma futura venda, o clube dependeria de uma revenda bem-sucedida do Milan para ampliar o retorno financeiro.

André abriu mão da parcela a que teria direito na negociação, mas não transferiu ao Corinthians os 30% dos direitos econômicos que detém. O jogador tem 19 anos, é titular, soma 23 partidas e marcou quatro gols, e é visto como ativo técnico e financeiro em fase de valorização. Negociar agora antecipa receita, porém reduz a margem de ganho caso o jogador evolua esportivamente.

O técnico Dorival Júnior adotou tom crítico sobre a negociação, dizendo que o jogador precisa permanecer para amadurecer e retornar tecnicamente ao clube, antes de qualquer venda externa. “Ele precisa ficar aqui para amadurecer e dar um retorno técnico ao Corinthians. Depois, sim, proporcionar retorno financeiro”, afirmou. Já o executivo de futebol Marcelo Paz confirmou a negociação, ressaltando que o Corinthians precisa vender para manter as contas em dia e evitar o fechamento do ano no vermelho.

Se Osmar Stábile, presidente do clube, aceitar a proposta, Andrè assinará contrato de cinco anos com o Milan, formalizando a transferência e liberando o pagamento ao Corinthians. A avaliação é de que a venda atende à urgência financeira, mas não se traduz em um grande negócio: é uma operação de necessidade para manter o equilíbrio fiscal do clube.

Qual é a sua leitura sobre esse movimento? Vale compartilhar a sua opinião nos comentários e dizer se você acredita que o Corinthians deveria aceitar ou rejeitar a oferta neste momento.

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