Dweck diz que aporte aos Correios pode vir apenas em 2027

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A ministra da Gestão e Inovação do Serviço Público, Esther Dweck, afirmou nesta terça-feira que não deve ocorrer aporte de 12 bilhões de reais aos Correios neste ano, sinalizando avanço na estratégia de restauração financeira da estatal. A declaração acompanha resultados positivos do plano de reestruturação que vem sendo implementado há meses para estabilizar operações e reduzir déficits. O tom é de contenção, com foco em manter a empresa caminhando de forma gradual rumo à sustentabilidade sem depender de aportes imediatos, conforme a avaliação da própria gestão.

Ministra do MGI Esther Dweck - Metrópoles
Ministra do MGI Esther Dweck – Metrópoles

No contexto atual, o anúncio reforça que o aporte de 12 bilhões de reais previsto não deve ocorrer neste ano. O contrato assinado com o banco previa aporte da União, com possibilidade de ocorrer em 2026 ou até 2027; o momento, porém, está sendo avaliado como uma etapa de estudo, mantendo o foco em uma restauração gradual das finanças da instituição.

Segundo Dweck, os resultados do plano vêm sendo positivos. “Realmente a proposta de restauração está sendo seguida, com resultados positivos, inclusive com a receita superando positivamente a expectativa que seria padrão, dentro da curva mais positiva”, afirmou a ministra, destacando a confiança de que o processo está no ritmo certo para tirar os Correios da situação financeira do ano anterior.

Ela ressaltou que o acompanhamento é próximo e envolve diferentes esferas do governo. Dweck mencionou conversas contínuas com Emmanoel Schmidt Rondon, presidente dos Correios, bem como com Rui Costa, da Casa Civil, e Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações, para acompanhar de perto cada etapa do plano.

A história por trás desse esforço remonta ao cenário de crise financeira enfrentado pelos Correios no último ano. O plano de restauração foi concebido para devolver à estatal a capacidade de operar com equilíbrio, reduzir a dependência de aportes e retomar a sustentabilidade de forma graduada, sem sacrificar a qualidade dos serviços prestados à população.

Do ponto de vista governamental, os primeiros resultados indicam que a estratégia está gerando efeitos positivos. A expectativa é manter o ritmo de ajustes, renegociar prazos quando necessário e preservar a qualidade dos serviços oferecidos, desde entregas de cartas e encomendas até serviços logísticos e postais, sem comprometer as contas públicas para além do necessário.

Além de restabelecer as contas, a gestão sinaliza uma relação mais próxima com a operação, com metas e cronogramas claros para cada etapa. O objetivo é manter o processo sob controle, com transparência e comunicação constante com a imprensa, os trabalhadores e as próprias famílias que dependem dos serviços dos Correios no dia a dia.

E você, qual é a sua avaliação sobre o futuro dos Correios e o papel do governo na recuperação de empresas estratégicas? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como enxerga o equilíbrio entre investimento público responsável e a necessidade de manter serviços essenciais funcionando com eficiência.

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