O Fluminense de Feira está colocando a base no centro de seu projeto esportivo e financeiro, conduzido pela SAF. A ideia é que a formação de atletas seja o caminho sustentável do clube, ampliando o alcance competitivo das equipes jovens e qualificando processos para, a longo prazo, gerar retorno esportivo e financeiro. O plano já mostra resultados promissores, com o funcionamento da base projetado para que, a partir de 2028, haja colheita constante dos frutos do investimento interno.
À frente do desenvolvimento técnico, o treinador Edu Silva detalha a filosofia que orienta o dia a dia. O modelo é de jogo adaptável, desenvolvido para enfrentar diferentes cenários. “Eu já tinha uma ideia de jogo apoiado e de imposição. Claro que, quando a gente começa a viajar, estudar e entender o que precisa ser feito na base, buscamos um pouco de cada conceito”, afirma. A combinação de experiência prática e estudo constante orienta a formação dos atletas desde as categorias de base.
A ideia de versatilidade vai além de um único estilo. O treinador enfatiza que a base precisa preparar os jovens para qualquer tipo de jogo. “Uma ideia adaptável é a ideal, porque enfrentamos equipes que às vezes jogam para trás e outras que são mais frágeis. O atleta tem que estar pronto para todos os cenários. A base é sobre isso”, explica. Além disso, a formação prevê que os jogadores, ao longo da carreira, dialoguem com diferentes treinadores, ampliando o repertório técnico e tático.
O projeto também contempla um calendário de disputas fora do estado e até oportunidades internacionais. Há a ideia de realizar jogos na Áustria no meio do ano, fruto de uma parceria com clubes locais. Já em 2023, o clube iniciou a saída da esfera baiana para disputar a Copa Atlântica, sinalizando uma visão de exposição competitiva que pode acelerar a evolução dos jovens atletas e ampliar a visibilidade de todo o sistema de formação.
Do ponto de vista estrutural, o objetivo é preparar a transição para o time principal, reduzindo o impacto emocional, técnico e tático da subida de categoria. O planejamento do treinador visa deixar os atletas prontos para responder ao chamado do time profissional sempre que necessário, com feedback positivo de treinos integrados e uma sequência de desenvolvimento bem definida.
A visão de negócio reforça que a base é a via mais sustentável para clubes do interior. O presidente da SAF, Filemon Neto, já destacou que investir na formação é imprescindível, pois não há como manter o orçamento apenas com retorno de competição e patrocínio. O projeto já mostra resultados acima do esperado, com jovens encaminhados para outras equipes, sinalizando o caminho para 2028: colher, de forma consistente, frutos esportivos e financeiros com o modelo baseado na base.
Concluindo, o Fluminense de Feira transforma a base num eixo central de sua estratégia, conectando o desenvolvimento esportivo com a saúde financeira do clube. A aposta em educação tática, intercâmbios estratégicos e um planejamento de longo prazo busca consolidar o interior baiano como referência de formação no futebol brasileiro. E você, o que acha dessa aposta na base para transformar o clube e a região? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião sobre o caminho do Fluminense de Feira rumo a 2028.

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