Soldado da PM é alvo de processo administrativo disciplinar após atirar em major; confira detalhes do PAD

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Resumo: Na última segunda-feira, 25, uma soldada da Polícia Militar atirou contra uma major dentro da Vila Militar, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). A vítima foi identificada pela corregedoria como Ana Beatriz de Jesus Alves Santos, e o caso envolve um Processamento Administrativo Disciplinar (PAD) contra a atiradora. A major Caroline Ferreira Souza também é citada em relatos oficiais. A soldada anunciou o ataque, foi contida por um colega e, desde então, está afastada de armas e do uniforme por 30 dias. O episódio aponta indícios de premeditação, segundo a Corregedoria.

Segundo o relatório da Corregedoria, o episódio ocorreu no Núcleo de Gestão Administrativa e Financeira da unidade, sede do Comando de Policiamento Regional da Capital – Central. A soldada entrou com a arma em punho, abriu fogo contra a major desarmada e, antes de atirar, afirmou: “Agora você vai morrer”. Outras policiais buscaram abrigo para não serem atingidas. A atiradora deixou a sala com a arma em punho e foi interceptada por um soldado ao tentar se aproximar das salas do comandante e do subcomandante. As vítimas foram encaminhadas ao Hospital Roberto Santos.

A Corregedoria aponta indícios de premeditação: relatos indicam que Beatriz havia comunicado a uma funcionária terceirizada a intenção de matar sua superior. O boletim inicial também descreve a presença de duas facas — uma peixeira e uma serra de pão — conforme avaliação da corporação, o que reforça a intenção letal. Ainda não há definição oficial sobre a motivação, mas testemunhas ouvidas para a abertura do PAD indicam que a soldada teria se desentendido com outra colega da corporação. Segundo fontes da Polícia Militar, a atiradora não reagiu bem à comunicação da Corregedoria sobre a apuração.

O incidente foi registrando na capital, gerando tensão na estrutura da cidade e suscitando debates sobre procedimentos internos da Polícia Militar. A soldada permanece temporariamente proibida de manusear armas ou usar o uniforme por 30 dias, medida prevista no PAD enquanto a investigação avança. As autoridades destacam que a apuração busca compreender integralmente os fatores que levaram ao ocorrido e identificar eventuais falhas de protocolo ou de gestão de conflitos dentro da corporação.

Convido você, leitor, a acompanhar o desfecho das apurações e a compartilhar sua opinião sobre a segurança interna de instituições, a gestão de conflitos entre profissionais e a confiança da população na integridade das forças de segurança. Deixe seu comentário e participe do debate sobre responsabilidade, melhoria de procedimentos e a construção de uma cidade mais segura.

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