Defesa pede laudo psiquiátrico de jovem que esfaqueou ex na Embrapa

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: um ex-estagiário da Embrapa Resources Genéticos e Biotecnologia, Enzo Cardoso Vaz Ribeiro, 23 anos, é alvo de apuração após esfaquear o ex-namorado no laboratório da unidade, em Brasília, no dia 6 de outubro de 2025. O caso envolve uma sequência de episódios de perseguição, além de uma solicitação de laudo psiquiátrico que pode modificar o rumo processual. A vítima relata risco contínuo e o suspeito permanece preso, com o Judiciário avaliando o estado de saúde mental para definir imputabilidade.

O Ministério Público do Distrito Federal e a Justiça do DF suspenderam o andamento do processo de tentativa de homicídio até o resultado do laudo de sanidade mental. O juiz fixou um prazo de 45 dias para a conclusão do exame pelo Instituto de Medicina Legal (IML). Caso o laudo comprove doença mental, Enzo pode ser considerado inimputável, o que modificaria significativamente a responsabilização pelo crime.

Entre os documentos juntados ao processo, há um laudo médico de internação de Enzo em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em 19 de setembro, três semanas antes do ataque. Segundo o relatório, ele teria ingerido vários medicamentos nessa ocasião. O médico aponta comorbidades como depressão, abuso de substâncias e transtorno de personalidade borderline; familiares relatam que ele chegou a tentar suicídio em quatro oportunidades.

Relembre o crime – O ex-estagiário invadiu as dependências da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, na Asa Norte, e atacou o ex-namorado com uma faca. Durante a ação, ele perseguiu outros funcionários que estavam no local. Uma pesquisadora pediu socorro e um servidor conteve a agressor até a chegada da Polícia Militar. A autoridade apreendeu duas facas com o agressor, sendo uma escondida na mochila.

Perseguição – O envolvido estudou na UnB e mantinha uma relação viciada de perseguição com a vítima por cerca de um ano. Em 25 de setembro, ele teria ido à residência da vítima, na Casa do Estudante da UnB, batendo à porta com o nome de outra pessoa, portando uma faca. O caso de perseguição é objeto de inquérito policial, apurando a linha de conduta do ex-estagiário.

A vítima, que prefere não se identificar, relatou que os ataques começaram após o término do relacionamento com Enzo. Segundo ele, o ex não aceitou o fim e passou a rondar os corredores da UnB, furtar objetos pessoais e enviar mensagens para seguidores da vítima no Instagram, tentando disseminar informações sobre a relação entre eles. Em depoimento, a vítima descreveu o medo constante e afirmou que, mesmo após a detenção, Enzo chegou a sorrir em algumas situações encontradas pela investigação.

Preso – Enquanto o desfecho não ocorre, Enzo Cardoso está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória 1 (CDP 1) do Complexo Penitenciário da Papuda. A defesa ainda não se manifestou publicamente e o andamento do caso continua em andamento, com o foco na avaliação psiquiátrica adquirida pelo IML.

O caso segue com o desenrolar de uma apuração cuidadosa, que envolve avaliação psiquiátrica para entender se há elementos que possam alterar a imputação criminal. A defesa trabalha para fundamentar argumentos com base no estado mental do jovem, enquanto a vítima e as autoridades seguem monitorando a dinâmica de violência envolvendo estudantes e relacionamentos dentro de instituições públicas.

Diante do desfecho pendente, as autoridades reforçam a necessidade de medidas de proteção e de esclarecimento público sobre casos de violência entre pessoas próximas, bem como a importância de ações de saúde mental para prevenir situações extremas. O texto apresentado traz à tona a complexidade de lidar com agressões que ocorrem em ambientes acadêmicos e laborais, e a responsabilidade do sistema judicial em equilibrar segurança, justiça e cuidado com a saúde mental.

Você concorda com a forma como o sistema tem tratado casos que envolvem diagnóstico psiquiátrico? Qual é a sua opinião sobre a responsabilidade da instituição, da ciência e da justiça na prevenção de episódios de violência entre jovens e profissionais? Deixe seu comentário compartilhando sua visão sobre o tema, contribuindo para o debate público e informado.

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