Deputado Hilton Coelho critica proposta de federação do PSOL com o PT: “PSOL não nasceu para ser auxiliar de ninguém” 

Escrito por: Diógenes Cunha

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O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) comentou publicamente sobre a proposta de federação entre PSOL e PT, em meio ao fechamento do primeiro ciclo de federações partidárias iniciado em 2021. O prazo para renovação ou novas alianças vai até 04 de abril, e Coelho afirma que a independência do PSOL é inegociável.

Em publicação nas redes sociais, ele destacou que “a independência do PSOL é inegociável” e ressaltou que a discussão sobre federação não é apenas técnica ou eleitoral. Segundo o parlamentar, Guilherme Boulos e militantes do seu grupo defendem a possibilidade de uma federação com o PT, o que, na visão dele, mexe com a identidade do partido.

Coelho também criticou a opção do PT de governar ao lado dos setores mais tradicionais da sociedade, afirmando que os espaços entre PSOL e PT são distintos. A militância do PSOL se reconhece pela luta contra a concentração de riqueza, a desigualdade e a opressão, e não aceita abrir mão da autonomia para enfrentar a extrema-direita, evitando diluir o alcance do próprio projeto.

Para justificar a mudança, ele apontou a necessidade de enfrentar a ascensão da extrema-direita. O deputado disse que a avaliação da proposta deve ocorrer no dia 7 de março e declarou: “Independência não se negocia”.

Hilton Coelho reforçou ainda que a maioria da militância precisa manter a convicção de independência, defendendo uma alternativa sem ceder aos interesses de setores que já demonstraram limites históricos. O discurso é claro: derrotar a posição pró-federação com o PT e seguir o caminho próprio do PSOL.

E o desafio, segundo ele, é claro: derrotar a extrema-direita e a direita tradicional, apontando um novo caminho e rompendo com a dependência do capital financeiro e das elites. O tema segue em debate, com atenção ao desfecho esperado no processo de federação.

Como você vê a relação entre independência partidária e alianças estratégicas? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o futuro do PSOL e a política na Bahia.

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