Papa pede paz no Oriente Médio em primeira bênção de Páscoa

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Resumo rápido: Em sua primeira Páscoa como papa, Leão XIV pediu que as lideranças globais escolham a paz diante da escalada de violência no Oriente Médio, em meio ao conflito envolvendo EUA, Israel e Irã que ameaça a economia mundial. Ele anunciou uma vigília de oração no Vaticano para 11 de abril e homenageou o antecessor Francisco, falecido horas após a última aparição pública no Domingo de Páscoa de 2024.

Na Praça de São Pedro, o pontífice deixou claro que a indiferença diante da violência não pode se tornar normal. Ao mesmo tempo em que exalta a esperança, Leão XIV pediu que as potências de decisão optem pela diplomacia e pela busca de uma solução que proteja civis e minimizem danos humanos na região, que já respinga na economia global.

Jerusalém sob tensão Em Jerusalém, a Cenário da Cidade Velha mostrava uma cidade silenciosa pela primeira Páscoa em anos, com ruas desertas e restrições severas de acesso à Igreja do Santo Sepulcro. Postos policiais revistavam fiéis autorizados a circular, e o comércio local mantinha portas fechadas, evidenciando o peso da violência sobre a fé e a vida cotidiana dos moradores da região.

Durante a cerimônia, o Papa prestou homenagem ao Papa Francisco, recordando que o líder anterior faleceu poucas horas após a última aparição pública na Páscoa do ano anterior. Leão XIV também convocou uma vigília de oração no Vaticano para 11 de abril, ampliando o apelo pela paz a fiéis ao redor do mundo.

Voz dos fiéis e da localidade Em meio ao clima de insegurança, Christina Toderas, fiel romena, descreveu a realidade das ruas: “As pessoas estão cansadas e desconfiadas; o feriado espiritual está manchado pela desolação, com tudo fechado.” O Cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, lamentou o silêncio esmagador que a guerra impõe à terra sagrada, enfatizando que a fé segue existindo mesmo sob restrições.

A tensão regional se refletiu nas comunidades cristãs de outros países da região. No sul do Líbano, cristãos ficaram presos no fogo cruzado entre Israel e o Hezbollah, enquanto em Debel os moradores celebravam a Páscoa sob o barulho distante de bombardeios. Joseph Attieh, líder local, disse que a população está aterrorizada e que a única esperança é a fé em Deus.

Em Dubai, as missas foram canceladas por tempo indeterminado como medida de precaução, e na Síria as celebrações permaneceram restritas às missas internas após ataques a cidades cristãs no centro do país, ilustrando o impacto profundo da war no cotidiano litúrgico e na prática religiosa da região.

Apelo aos EUA O Papa também dirigiu um discurso direto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo que busque uma solução diplomática para a crise no Oriente Médio. A referência ao líder americano evidencia a estratégia de usar a diplomacia como ferramenta para reduzir o risco de novas escaladas de violência.

Mesmo diante da gravidade, o pontífice ressaltou a importância de manter a fé ativa, com gestos de oração e solidariedade em meio à devastação. A violência que se espalha pela região continua alimentando incertezas, mas a mensagem de paz busca mobilizar governos, religiões e comunidades locais a agir com responsabilidade e humanidade.

Participe como você enxerga o caminho para a paz no Oriente Médio neste momento? Deixe seu comentário com seus pensamentos, perguntas e perspectivas sobre a atuação de líderes religiosos e políticos na redução do conflito. Sua opinião pode abrir um diálogo importante entre leitores que acompanham o noticiário internacional.

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