Iraque precisa de medidas mais enérgicas para proteger cristãos e outras minorias religiosas, alerta relatório

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Resumo curto: um relatório de 28 páginas do APPG FoRB, em parceria com a ACN e a BYU, defende ação renovada entre o Reino Unido e o Iraque para assegurar proteção a minorias religiosas no Iraque. Mesmo com a derrota territorial do Estado Islâmico, cristãos, yazidis e outras populações vulneráveis seguem sob risco de insegurança, deslocamento e pressão econômica. A missão de fevereiro, realizada na região do Curdistão iraquiano, reuniu autoridades, líderes religiosos e moradores para mapear condições reais e traçar caminhos de proteção e reconciliação.

O relatório apresenta um retrato complexo. Ele elogia a Governança Regional do Curdistão pela convivência e pela proteção de minorias, ao mesmo tempo em que aponta falhas na implementação de acordos e na responsabilização por crimes do ISIS. A população total do Iraque é de cerca de 42 milhões, sendo 97% muçulmanos; as minorias não muçulmanas — incluindo cristãos, yazidis e outras comunidades religiosas — somam aproximadamente 3%, evidenciando o desafio demográfico enfrentado pelo país.

Entre as ações do Governo Regional do Curdistão destacam-se o apoio contínuo aos campos de deslocados, a doação de terrenos para igrejas, escolas e clínicas e o fortalecimento da infraestrutura social para manter a população na região. Em Ankawa, Erbil, os delegados visitaram instituições como a Escola Internacional Mar Qardakh, o Hospital Maryamana e a Universidade Católica de Erbil, obras que sinalizam uma recuperação impulsionada pela própria região cristã, sob a liderança do Arcebispo Bashar Warda.

A situação dos moradores yazidis é particularmente preocupante. Em visita à Yazda, em Duhok, relatos destacaram as consequências contínuas do extremismo, incluindo a descoberta de 96 valas comuns. O relatório aponta que cerca de 350 mil yazidis permanecem deslocados, mais de 2.500 continuam desaparecidos, e a atuação de milícias, a insegurança e a lentidão da reconstrução dificultam o retorno seguro a Sinjar.

No resumo executivo, a delegação ressaltou a resiliência entre as minorias, associada a uma necessidade urgente de apoio internacional renovado. Entre as recomendações estão o fortalecimento dos esforços diplomáticos do Reino Unido para apoiar a implementação do Acordo de Sinjar, a responsabilização pelos crimes cometidos pelo ISIS e a manutenção de um diálogo contínuo com líderes cristãos e yazidis. O relatório também orienta ampliar o apoio aos deslocados internos na região do Curdistão, diante da retirada da USAID e da redução de apoio de ONGs, além de estimular o Reino Unido a explorar medidas comerciais e de investimento para gerar oportunidades econômicas e reduzir a migração.

No âmbito institucional, o documento exorta Bagdá a melhorar a segurança dos cristãos em Mosul e Bagdá, colaborar para desarmar milícias em Sinjar, exumar valas comuns e assegurar responsabilização efetiva pelos crimes do ISIS contra as minorias, incluindo o reconhecimento formal do genocídio. Também pede que o governo federal resolva a disputa orçamentária com o Governo Regional do Curdistão para destravar financiamento de desenvolvimento, reduzir a pressão sobre os campos de deslocados internos, ampliar a representação de minorias e fortalecer a proteção da liberdade de crença. O Governo Regional do Curdistão recebe elogios pelo acolhimento às pessoas deslocadas e pela promoção da convivência, sendo incentivado a continuar combatendo o discurso de ódio, a apoiar os traumatizados nos campos de refugiados e a ampliar as oportunidades de emprego na região.

Apesar da aparente estabilidade da região, o relatório deixa claro que pressões políticas, econômicas e de segurança não foram totalmente superadas, colocando em risco o futuro dessas populações. A recuperação é frágil e depende de um esforço conjunto de autoridades locais, do governo federal e de atores internacionais. E você, leitor, qual é a sua opinião sobre as propostas apresentadas? Compartilhe nos comentários e participe do debate sobre a proteção das minorias no Iraque.

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