No Irã, uma transformação espiritual ganha força, com relatos de fechamento de mesquitas e o surgimento de comunidades cristãs subterrâneas ganhando espaço. A informação chega graças a Mohamad Faridi, presidente da Iranian Christians International, em entrevista ao podcast No Longer Nomads.
Mohamad conta que, desde a Revolução de 1979, as narrativas de martírio moldaram a vida cotidiana, muitas vezes alimentando o medo. Ele mesmo viveu uma experiência marcante durante o treino militar, quando foi obrigado a permanecer em uma sepultura islâmica, aprendendo a temer a morte e o que vem depois. Esse ambiente de pressão ajudou a definir sua busca por sentido além dos rituais impostos.
Em contato com um amigo, Faridi relata o encontro com Jesus como o ponto de virada: o cristianismo, segundo ele, oferece vida eterna por meio do sacrifício de Cristo, em contraste com a visão de paz com Deus apenas através do auto sacrifício. Essa sobressalente mudança o levou a abandonar o Islã e a se engajar na comunidade cristã subterrânea do país.
“O Islã está morrendo de uma forma que você nunca viu morrer tão rápido dentro do Irã”, afirmou Faridi, ao comentar a percepção de mudanças profundas. Segundo ele, relatos apontam para o fechamento de cerca de 50 mil das 75 mil mesquitas do país. Em 2026, protestos registraram iranianos queimando santuários islâmicos e rejeitando publicamente a ideologia do regime, evidenciando desilusão com décadas de opressão, corrupção e violência.
Mesmo com o afastamento do Islã, muitos iranianos não abandonam a busca por espiritualidade, explorando caminhos diferentes. Organizações que acompanham a perseguição religiosa indicam que o Irã abriga uma das comunidades cristãs subterrâneas de crescimento mais rápido do mundo. Muitas pessoas relatam encontrar Jesus por meio de sonhos, visões ou encontros milagrosos, ainda antes de conhecer um cristão.
O ministério liderado por Faridi, a Iranian Christians International, dedica-se à evangelização, ao discipulado, à distribuição de Bíblias e ao fortalecimento da igreja clandestina no Irã e em comunidades muçulmanas ao redor do mundo. A história reforça a ideia de que o regime, ao tentar controlar a nação pelo medo, acabou alimentando uma geração ávida por verdade, graça e vida em Jesus.
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