BA: cidade proíbe agressores de mulheres em cargos públicos

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Juazeiro, cidade no norte da Bahia, criou a Lei n° 3.314/2026 que impede agressores de mulheres de ocuparem cargos públicos municipais. A norma, assinada em 23 de março de 2026, proíbe nomeação, exoneração e funções de confiança para pessoas condenadas pela Lei Maria da Penha e por feminicídio. Ainda abrange contratações por meio de Processos Seletivos Simplificados (REDA) e vínculos temporários, incluindo contratos administrativos, fortalecendo o combate à violência de gênero e a integridade da gestão pública.

Imagem conceitual de violência contra mulheres - Metrópoles
1 de 1 Imagem conceitual de violência contra mulheres – Metrópoles – Foto: Agência Brasil

A Lei 3.314/2026 estabelece, de forma detalhada, que o impedimento vale para cargos comissionados, de livre nomeação e exoneração, bem como funções de confiança. Além disso, estende a proteção aos regimes de contratação por REDA e aos vínculos temporários firmados pela gestão municipal, além de abranger contratos administrativos. A medida visa impedir a entrada de pessoas com histórico de violência contra mulheres em estruturas decisivas da administração pública local, promovendo padrões de conduta mais rigorosos.

O objetivo central é ampliar a proteção às mulheres e elevar os padrões éticos da administração na região. Com a medida, Juazeiro sinaliza que a violência de gênero não deve encontrar espaço dentro do governo municipal e que a gestão pública precisa funcionar com responsabilidade e transparência. A norma não apenas restringe nomes, mas aponta para uma postura institucional que prioriza a segurança e o respeito às vítimas, alinhando a cidade a boas práticas amplamente discutidas no país.

Ao publicar a legislação no Diário Oficial, a prefeitura reforça a importância da transparência sobre as escolhas de pessoal e as formas de contratação. A iniciativa demonstra um esforço claro para que a gestão municipal da cidade permaneça alinhada com compromissos de inclusão, equidade e proteção às mulheres, servindo de referência para outras localidades da região norte da Bahia que buscam avançar em políticas públicas contra a violência de gênero.

Como leitor, qual é a sua avaliação sobre esse movimento? A adoção de restrições a agressores em cargos da administração pode afetar a qualidade dos serviços municipais e estimular outras cidades a seguir o exemplo. Compartilhe sua opinião, dúvidas ou experiências sobre a aplicação de leis que promovem a igualdade de gênero e a segurança no serviço público.

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