Resumo: João Raspante Neto, 13 anos, autista com Transtorno do Espectro Autista no nível 3 e não verbal, desapareceu na tarde de 6 de abril, em Marília. O corpo dele foi encontrado na madrugada de 7 de abril no Centro de Tratamento de Esgoto Barbosa, próximo ao bairro Chácaras Barbosa. A cidade decretou luto oficial e as investigações apontam para uma morte suspeita, com diversas forças de segurança mobilizadas para esclarecer o ocorrido.
O desaparecimento ocorreu quando João saiu sozinho da casa da família, no bairro Nova Marília 4. A irmã, Marcella Rossi, usou as redes sociais para pedir ajuda, exibindo inclusive a foto do chinelo que ele usava no momento do sumiço. Antes do achado, roupas e o celular de João foram localizados em margens da lagoa de aeriação da ETE Barbosa, sinalizando o esforço de varredura que envolveu a Defesa Civil em uma área de aproximadamente 2,5 km² ao redor da residência.
O corpo foi localizado durante a operação de varredura, do lado oposto da lagoa, após as buscas dos bombeiros, do SAMU e do apoio aéreo. A Polícia Militar informou que a vítima já estava sem vida no esgoto próximo à área, e a Polícia Civil passou a investigar o caso como morte suspeita. A Secretaria de Segurança Pública destacou a atuação integrada entre as forças de segurança da região.
A prefeitura de Marília divulgou nota de pesar, destacando o luto pela cidade. O prefeito Vinicius Camarinha decretou luto oficial e ofereceu suporte à família. Em mensagens públicas, a gestão municipal ressaltou a dor compartilhada pela população e reforçou o compromisso com a investigação para esclarecer o que ocorreu com o jovem.
Além da Polícia Civil, participaram das buscas a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, o SAMU e uma equipe aérea de apoio. A irmã de João agradeceu pela mobilização de mais de mil pessoas que se dedicaram às buscas. A família aguarda respostas e permanece em vigilância quanto às circunstâncias do desaparecimento na região.
Este caso reacende questionamentos sobre a segurança de crianças com TEA em áreas de risco e o acompanhamento de famílias que convivem com o transtorno no dia a dia. As autoridades continuam apurando as circunstâncias do desaparecimento e da morte, sem ainda confirmar as causas. A cidade de Marília permanece atenta aos desdobramentos, enquanto a família busca justiça e apoio para lidar com a perda.
Compartilhe abaixo suas opiniões sobre a investigação e o papel das políticas públicas na proteção de crianças com autismo em situações vulneráveis. Seu comentário pode estimular debates produtivos e ações preventivas em Marília.

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