Homem morre durante noite de caos em show do Guns N’ Roses em Campo Grande

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Guns N’ Roses aterrissou em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, no Autódromo Internacional da cidade, e o que era para ser uma noite de celebração do rock acabou gerando caos e desconforto para milhares de fãs. O episódio, marcado por congestionamentos intensos, atrasos na organização do público e uma tragédia, deixou um saldo que chamou atenção das autoridades: além da frustração, houve uma morte por infarto de um motorista de aplicativo durante a espera pelo acesso ao evento. A apresentação, que integrou a agenda brasileira da banda, terminou de forma tardia, enquanto a cidade ainda lutava para liberar a saída dos espectadores.

O show fazia parte de uma turnê brasileira que inclui nove apresentações no país. De acordo com relatos de moradores, a movimentação na entrada do autódromo foi lenta, com filas e leituras de QR Code na entrada que atrasaram a entrada de muitos fãs. Relatos indicam que o trânsito na região ficou intransitável, e quem chegou ao local já próximo do fim do espetáculo enfrentou dificuldade para sair. O encerramento ocorreu às 0h40, mas, para muitos, a saída se estendeu por horas, ampliando o sofrimento de quem pretendia retornar para casa após uma noite de música.

Leandro Pereira Alfonso, de 36 anos, motorista de aplicativo, morreu por infarto em frente ao local do show. A esposa dele relatou que o atendimento do Corpo de Bombeiros levou mais de uma hora para chegar ao local, citando o trânsito como principal empecilho. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a assistência inicial foi realizada pela Polícia Militar e que profissionais de saúde já tentavam reanimar a vítima quando chegaram. Esse desfecho trágico destacou a dimensão humana de um evento marcado pela desorganização logística que comprometeu o atendimento de emergência.

Relatos de fãs apontam que a multidão enfrentou mais de três horas de congestionamento apenas para chegar ao autódromo e ainda mais tempo para deixar o espaço. Houve, segundo a Guarda Municipal, um congestionamento de mais de 13 quilômetros na BR-262, o único acesso disponível para a cidade naquela noite, o que agravou a mobilidade de quem tentava sair. Uma moradora descreveu, nas redes, que a cidade nunca havia vivenciado uma experiência tão desorganizada para um evento de grande porte, transformando o que seria uma noite memorável em um confronto com o trânsito.

A PRF apontou falhas na organização interna do evento como a principal causa dos atrasos, citando questões como a leitura dos QR Codes na entrada e a demora na abertura dos estacionamentos. A produtora Mercury Concerts, responsável pela turnê, não se manifestou sobre o ocorrido. O episódio evidencia a necessidade de revisão de protocolos para grandes eventos, especialmente no que diz respeito a mobilidade, acesso ao local, sinalização e acionamento de equipes de resgate.

Este episódio ressalta, mais uma vez, a importância de planejar com antecedência a logística de eventos de grande porte em cidades onde o público é amplo e diversificado. A experiência deixada por Campo Grande serve de alerta para organizadores, autoridades e espectadores sobre como evitar que uma noite de música se transforme em um pesadelo de trânsito e resposta emergencial.

E você, o que acha que precisa mudar para que grandes shows ocorram com segurança e fluidez? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte se já viveu situações parecidas em apresentações de grande porte. Sua experiência pode contribuir para aprimorar a organização de eventos futuros e evitar situações similares.

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