Após Justiça suspender eleições, Sindimed nega irregularidades em pleito e aponta “narrativas falaciosas”

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Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed) comenta a suspensão das eleições para o mandato 2026-2030, após decisão da 17ª Vara do Trabalho de Salvador que interrompeu o pleito por denúncias de irregularidades. A medida judicial suspende imediatamente atos de votação, apuração e posse, com as votações previstas para 14 e 15 de abril. Em nota, a direção afirma que o processo é conduzido com lisura e em conformidade com o estatuto da entidade, destacando que o mandato atual encerra-se em 30 de abril de 2026.

A gestão atual do Sindimed sustenta que houve uma reformulação na composição da Comissão Eleitoral, com o objetivo de contemplar apenas médicos. Segundo a entidade, essa mudança corrige prática anterior em que profissionais não médicos integravam o grupo, uma correção defendida pela direção que reitera o compromisso com a transparência do processo.

Sobre a formação da Comissão, o sindicato explica que seis nomes foram inscritos para a seleção, avaliados com base em critérios específicos, e, em seguida, três integrantes foram escolhidos por meio de sorteio. A explicação visa esclarecer o mecanismo de composição, apresentado como etapa regular dentro do estatuto.

A chapa de oposição classifica as denúncias como tentativas de interferência no pleito. Em comunicado, aponta que há 30 dias o processo tem sido alvo de ações judiciais e de narrativas que buscam desestabilizar a eleição, questionando a imparcialidade e a independência da comissão eleitoral. Entre os pontos citados pela oposição estão a inclusão de pessoas não médicas na lista de votantes, a participação de advogados ligados ao sindicato na condução de atos, o uso de registros de médicos falecidos e a suposta exclusão de centenas de profissionais aptos a votar, sem critério transparente.

O comunicado da chapa aponta ainda que a comissão atuaria como extensão da atual diretoria, sem autonomia nem isenção suficiente para garantir a livre manifestação da categoria. Segundo a oposição, o regimento eleitoral foi montado de modo a reduzir a participação democrática dos médicos, com tentativas de impugnar a oposição mesmo após a inscrição regular, sugerindo um controle do processo que comprometeria a legitimidade do pleito.

O Sindimed reforça que as ações judiciais e as narrativas levantadas contra o pleito são parte de um histórico de pressões associadas ao processo. O objetivo, afirma a entidade, é preservar a integridade do pleito e assegurar que as regras estatutárias sejam cumpridas, com votação, apuração e posse conduzidas sob critérios clarificados e justos. A discussão promete continuar nos próximos dias, enquanto a justiça analisa os argumentos de ambas as partes e define os próximos passos do processo eleitoral.

A comunidade médica da Bahia acompanha de perto os desdobramentos, que envolvem não apenas regras internas, mas também a percepção de transparência e participação democrática dentro de uma entidade de grande importância para a categoria. A expectativa é de que novas informações venham a público, com detalhamento das propostas, critérios de escolha e medidas que assegurem a representatividade dos médicos na liderança da entidade. Pedimos que leitores compartilharem suas opiniões, dúvidas e perspectivas sobre como preservar a integridade das eleições profissionais e a representatividade na diretoria do Sindimed.

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