Justiça Federal aponta maus-tratos e proíbe abate de jumentos na Bahia – Liberdade News

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Proibição do abate de jumentos na Bahia é decretada pela Justiça Federal: na segunda-feira, o estado viu a decisão que encerra o abate de jumentos, determinando a transferência dos animais para santuários de proteção. A medida, assinada pela juíza Arali Maciel Duarte, sustenta que a prática envolve maus-tratos na criação, falhas sanitárias nos abatedouros e o risco de extinção da espécie. Meta descrição: Bahia avança na proteção animal com a proibição do abate de jumentos e transferência para cuidados especializados; dados mostram a dimensão do movimento no estado.

As discussões sobre o tema existem desde a década de 2010, quando entidades de proteção animal passaram a cobrar respostas das autoridades sobre a atividade no estado. O episódio houve sobre a regulação da prática pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) em 2016 e em 2020, mas a decisão judicial aponta desrespeito às normas vigentes, o que levou à intervenção direta. A importância da decisão é apresentada como um marco na proteção de animais no país e no alinhamento entre bem-estar e fiscalização sanitária.

Além de proibir o abate, a decisão determina a transferência dos jumentos para santuários de proteção, afastando-os de ambientes de abate. A medida é apresentada como um passo para equilibrar a proteção da espécie com controles sanitários e considerações de saúde pública, refletindo uma mudança de paradigma na forma como a região lida com essa prática.

Em reação, organizações civis envolvidas na ação classificaram a decisão como um marco para a proteção de animais no país. O representante do FriNordeste, único abatedouro exclusivo de jumentos, Alex Bastos, informou por meio de nota que o frigorífico não foi notificado e que atua amparado por uma liminar específica, cuja validade permanece até o trânsito em julgado. A unidade também ressaltou que já solicitou esclarecimentos à Adab, que não havia se manifestado até o fechamento desta reportagem.

Dados do Ministério da Agricultura mostram que, entre 2021 e abril deste ano, mais de 173 mil jumentos foram abatidos no estado. Amargosa, no Recôncavo Baiano, figura como a principal exportadora. O destino de grande parte desses animais é a China, onde a pele é usada para extrair colágeno para a fabricação do ejiao, um produto da medicina tradicional chinesa que promete vigor sexual e rejuvenescimento.

Entre 2018 e setembro de 2025, o Ministério registrou envio de mais de uma tonelada para a China, com valor estimado em US$ 5,5 milhões, ou cerca de R$ 27,5 milhões. Esses números ajudam a entender o peso econômico da prática, que entra em choque com a nova ordem judicial e com a prioridade dada à proteção dos animais na região.

E você, o que pensa sobre a decisão que impede o abate de jumentos na Bahia? Compartilhe seus pontos de vista sobre proteção animal, impacto econômico regional e bem-estar dos animais nos comentários. Sua opinião enriquece o debate sobre o equilíbrio entre ética e desenvolvimento local.

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