Terroristas realizam mais ataques mortais no estado de Plateau, na Nigéria

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Resumo curto: entre 3 e 11 de abril, ataques de milícias fulani contra cristãos na Nigéria ceifaram vidas em várias localidades do estado de Plateau, provocando mortes, ferimentos e uma operação de segurança. A Portas Abertas destaca que a Nigéria liderou, nesse período, o ranking mundial de mortes de cristãos, com autoridades locais intensificando a busca por responsáveis. O episódio evidencia um padrão de violência sectária que mobiliza autoridades, líderes comunitários e organizações internacionais para acompanhar os desdobramentos.

Na localidade de Jol, a 3 de abril, terroristas fulani iniciaram ataques que resultaram na morte de Dalyop Betobeje, de 51 anos, em uma ocorrência ocorrida por volta das 6h56 da manhã. Moradores relataram que a violência foi marcada por tiroteios difundidos pela região, e questionamentos sobre a proteção oferecida aos cristãos passaram a compor o cotidiano da cidade Riyom, onde a tragédia ganhou contornos de emergência local. Um morador descreveu o susto vivido pela comunidade naquela manhã, com relatos de destruição em várias casas e negócios.

Em 6 de abril, a localidade de Dum, no distrito de Bachi, registrou um novo ataque que resultou na morte de Badung Sunday Alamba, cristão e único filho homem de sua mãe, além da tentativa de emboscada que quase ceifou a vida de Dachomo Habila, que sobreviveu aos disparos. O incidente reforçou a percepção de uma estratégia violenta coordenada, com moradores relatando que as ações foram orquestradas por unidades armadas que já haviam marcado presença na região.

No dia 8 de abril, a aldeia de Nding, em Barkin Ladi, foi alvo de uma emboscada na qual Ayuba Pam morreu e dois cristãos — Alfred Dung e Nathaniel Bitrus — ficaram feridos. A violência, descrita por moradores, ocorreu nas proximidades dos escritórios do Movimento da Grande Comissão da Nigéria (GCCN) e ampliou o luto na localidade, que permanece sob tensão com reforços de segurança mobilizados para a área.

Entre 5 de abril e a madrugada de 6 de abril, a localidade de Pwomol, em Heipang, sofreu ataques que deixaram três mortos: Daniel M. Dung, 60 anos; Bitrus Pam, 30; e Marvin Dung, 27 — todos moradores locais com vínculos familiares e comunitários profundos. Além disso, Pam Davou, de 45 anos, ficou ferido e recebeu atendimento no Hospital Universitário de Jos. A sequência de ataques gerou um estado de alerta entre autoridades locais, que veem nos ataques uma escalada de violência dirigida contra cristãos na região central do país.

Em resposta, o Comando da Polícia do Estado de Plateau informou a mobilização de uma equipe de resposta conjunta, envolvendo policiais, militares e outras agências de segurança. Segundo o porta-voz, o objetivo foi interromper o avanço dos atacantes, que teriam fugido para áreas florestais com maior densidade de mata. Durante a operação, um suspeito identificado como Suleiman foi detido nas proximidades do Acampamento de Redenção, apresentando manchas de sangue, o que levou as autoridades a intensificarem as buscas na região. O inspetor-geral da polícia ressaltou que novas informações são verificadas e reforçou a cooperação entre diferentes setores de segurança para evitar novas tragédias.

Relatórios da Lista Mundial da Perseguição (LMP) de 2026, compilados pela Portas Abertas, destacam que os cristãos na Nigéria continuam sob alto risco, tendo a Nigéria registrado o maior número de mortes de cristãos no período de 1º de outubro de 2024 a 30 de setembro de 2025. Dos 4.849 cristãos mortos no mundo por motivo de fé, 3.490 eram nigerianos (72%). A Nigéria ocupa a 7ª posição entre os 50 países mais desafiadores para a prática do cristianismo, cenário que se soma a uma realidade de violência que se estende do Centro-Norte para áreas do Sul, com ataques, sequestros e violações recorrentes.

Especialistas apontam que grupos extremistas, como Boko Haram e ISWAP, atuam em estados do norte com fraca presença governamental, frequentemente associando violência a uma agenda islâmica radical. Relatórios do APPG (Parlamento britânico) em 2020 indicaram que alguns clãs fulani aderem a ideologias extremistas, adotando táticas de ataques a símbolos da identidade cristã, semelhante a dinâmicas observadas em outras regiões africanas. Observadores locais ressaltam que o Objetivo fundamental de tais ataques parece ser a expulsão de cristãos de áreas agrícolas centrais, com a desertificação contribuindo para deslocamentos e tensões prolongadas.

Além das ações descritas, a violência se estende para áreas com menor presença governamental, onde a organização de milícias e insurgências, associadas a redes jihadistas, agrava a insegurança. Entre as informações mais recentes, surgem menções ao Lakurawa, um grupo que emergiu no noroeste e que se coloca como parte de uma aliança maior com redes como JNIM, originária do Mali, reforçando o quadro de ameaças que atingem comunidades cristãs em diferentes estados da Nigéria. O conjunto de dados e relatos indica uma situação complexa, demandando respostas rápidas de segurança, proteção de civis e iniciativas de diálogo entre comunidades para evitar novas tragédias.

Convido você, leitor, a acompanhar este tema e compartilhar suas percepções nos comentários. Como você lê os eventos na Nigéria central e o papel da resposta governamental? Quais medidas deveriam ser priorizadas para proteger comunidades vulneráveis e promover a convivência pacífica entre moradores de diferentes tradições? Sua opinião importa para enriquecer o debate público e orientar futuras coberturas jornalísticas sobre esse tema sensível.

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