Iphan autoriza pesquisa arqueológica para restauração da Igreja e Hospício da Boa Viagem, em Salvador

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Resumo: O Iphan autorizou uma pesquisa arqueológica para apoiar a restauração da Igreja e Hospício da Boa Viagem, em Salvador, com duração de seis meses, sob a coordenação de dois arqueólogos e o apoio da Superintendência do Iphan na Bahia. A obra prevê também a implantação de uma hospedaria voltada ao turismo religioso, com investimento total de 7,2 milhões de reais.

Segundo o processo, a atividade arqueológica será conduzida por duas equipes especializadas, com respaldo institucional da Superintendência do Iphan na Bahia. A autorização de pesquisa tem validade de seis meses, período que acompanha o cronograma de restauração do conjunto religioso e do complexo de hospedagem a ser instalado no local.

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Foto: Amanda Tropicana / Ministério da Cultura

Essa movimentação ocorre um ano após o Bahia Notícias trazer informações de que a paróquia da Boa Viagem poderia avançar no projeto de restauração. O templo, tombado pelo Iphan, passou por um reajuste contratual com uma empresa especializada em arquitetura e engenharia, abrindo caminho para as intervenções previstas.

A igreja foi interditada pelo próprio órgão em fevereiro de 2025, pouco depois do acidente que deixou uma turista morta na Igreja de São Francisco, no Pelourinho. Em janeiro deste ano, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, visitou as obras, que tiveram início em abril de 2025 e incluem a restauração do templo e a implantação de uma hospedaria, com o objetivo de fortalecer o turismo religioso e assegurar a sustentabilidade econômica da região.

O investimento total foi reajustado para 7,2 milhões de reais, com recursos do Iphan e do Fundo de Direitos Difusos (FDD), ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Inaugurada em 1741, a igreja passa pela primeira grande intervenção estrutural de sua história, um marco que busca preservar o patrimônio e revitalizar a área, aliando restauração, fé e turismo de maneira eficiente para os moradores da cidade.

O projeto, que mobiliza o setor cultural e o turismo local, promete não apenas restaurar um de nossos símbolos históricos, mas também criar condições para que visitantes se conectem com a memória e a fé que moldaram a região ao longo dos séculos. A iniciativa reconhece a importância de manter vivo o patrimônio, ao mesmo tempo em que gera oportunidades econômicas para a cidade.

Para a comunidade, esse conjunto de ações representa uma oportunidade de diálogo entre preservação e desenvolvimento. Quais aspectos dessa restauração você considera mais relevantes para a qualidade de vida na cidade? Compartilhe suas opiniões nos comentários e participe do debate sobre como o patrimônio pode crescer junto com a economia local.

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