No festival que comemora os 180 anos de emancipação de Mata de São João, o cantor Canidé ressaltou a longa trajetória na música e a gratidão pelo reconhecimento do público ao longo dos anos. Em entrevista, ele relembrou o início da carreira em bandas de baile e a alegria de estar hoje no palco ao lado de nomes consagrados da cena baiana, como Natã e É o Tchan, celebrando uma data histórica com uma plateia que acompanha sua produção há décadas.
“Já tem muitos janeiros. Comecei minha vida musical em banda de baile, como todos me conhecem. Esse trabalho, com minha equipe, começou nos meados de 2000 e 2001. E de lá pra cá, sempre com o carinho dessa galera por onde a gente passa”, relembrou Canidé, ao imprimir o tom nostálgico de quem acompanhou as dificuldades e as conquistas que moldaram o projeto musical atual. A fala evidencia a origem humilde do compositor e a constância necessária para manter o público fiel.
O artista ainda destacou a recepção do público e a oportunidade de compor a grade da festa, destacando a importância de dividir o palco com colegas de renome. “É muito bom participar dessa grade, dessa festa maravilhosa, junto com grandes artistas como Natã e o É o Tchan. Participar dessa noite linda dos 180 anos de Mata de São João é uma dádiva”, disse, transmitindo brilho nos olhos ao falar da ocasião e da parceria que fortalece a memória musical da região.
Apesar da forte ligação com a Bahia, Canidé explicou sua origem nordestina e a trajetória que o levou a morar no estado. “Na realidade eu sou do Rio Grande do Norte, de Currais Novos. Depois fui para a Paraíba e, mais tarde, me mudei para Jacobina, onde moro até hoje. É minha terra, minha pátria”, contou, reforçando o vínculo com a cidade onde se estabeleceu profissionalmente e onde continua a surgir sua produção artística.
A história do cantor reflete a riqueza da música regional que cruza fronteiras entre estados e regiões, conectando diferentes culturas em um mesmo palco. A participação dele na celebração de Mata de São João reforça a ideia de que a cidade recebe artistas que carregam uma memória de estrada, palco e público fiel. Mesmo mantendo raízes fora da Bahia, Canidé demonstra um orgulho genuíno pela afinidade com a cena local, enriquecendo o repertório com experiências adquiridas ao longo dos anos.
E você, que lembranças essa comemoração desperta? Conte nos comentários como a trajetória de artistas que começaram em bandas de baile influenciou a sua relação com a cultura regional ou compartilhe suas expectativas para as próximas atrações do festival. Sua participação enriquece a conversa sobre música que atravessa gerações e percorre o nosso território.
