O prefeito Bruno Reis e o governador Jerônimo Rodrigues voltaram a se lançar, nesta quinta-feira (16), em uma troca de farpas sobre a liberação do Habite-se do Residencial Zulmira Barros, empreendimento do programa Minha Casa Minha Vida em Salvador. Enquanto o município cobra responsabilidade da gestão estadual e de órgãos ligados à aprovação, o governo da Bahia sustenta que houve falta de boa vontade por parte da prefeitura para conceder a certificação necessária à inauguração.
Bruno Reis afirmou que soube apenas recentemente que nem o ACVB, nem o laudo do Corpo de Bombeiros, nem o documento do governo do estado haviam sido entregues, itens considerados obrigatórios para a autorização de funcionamento. O prefeito ressaltou que a cerimônia de inauguração, originalmente marcada para o dia 2 de abril, seria inviável sem a documentação exigida, o que atrasou o cronograma do condomínio.
“Só ontem que eu vim saber que nem o ACVB, que é o laudo do Bombeiro, nem o documento do governo do estado, que é um documento que você não tem como autorizar que ele funcione, foram entregues”, disse o chefe do Executivo municipal. Ao comentar os atrasos, ele criticou a condução do processo, dizendo que o condomínio, fruto de anos de espera, não pode ficar sem os trâmites legais e que a eventual justificativa para o atraso não pode recair sobre a prefeitura.
O governador Jerônimo Rodrigues, por sua vez, afirmou que a prefeitura não demonstrou “boa vontade” na liberação do Habite-se das obras do Residencial. Em resposta, Bruno Reis retrucou, alegando que a acusação evidencia uma equipe estadual “incompetente” e que a responsabilidade pela tramitação cabe aos órgãos competentes da gestão estadual, não ao município.
A polêmica envolve um empreendimento de grande expectativa para a cidade, já que o Zulmira Barros integra o conjunto de moradias do programa federal Minha Casa Minha Vida. A inauguração, que deveria ocorrer no início de abril, ficou suspensa enquanto não há a certificação oficial, alimentando tensões entre as duas esferas do poder e suscitando questionamentos sobre a condução de licenciamentos em obras de habitação popular.
Analistas destacam que episódios como esse revelam não apenas o cronograma de entrega, mas também disputas políticas que podem impactar famílias que esperam pela conclusão do condomínio há anos. Enquanto não há nova data para a liberação, a agenda de habitação na cidade fica em compasso de espera e a relação entre prefeitura e governo estadual é posta à prova diante da necessidade de transparência e eficiência.
Para moradores e profissionais envolvidos, a solução passa pela confirmação rápida da documentação, pela clareza na comunicação e pela responsabilidade de cumprir prazos. O desfecho desta discussão poderá influenciar não apenas a pauta de habitação, mas também o clima entre as lideranças municipais e estaduais, com reflexos na confiança da população.
E você, como enxerga esse embate entre prefeitura e governo estadual? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte o que, na sua visão, precisa mudar para que obras de interesse público avancem com mais rapidez, transparência e respeito aos moradores.

