Preso nesta quinta, Uldurico Júnior se filiou ao PSDB no fechamento da janela partidária e planejava candidatura à AL-BA

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Resumo: O ex-deputado federal Uldurico Júnior foi preso sob suspeita de envolvimento na fuga de 16 detentos do presídio de Eunápolis e, no fechamento da janela partidária, filiou-se ao PSDB. Segundo o Bahia Notícias, a mudança de partido faz parte de uma estratégia para ampliar a bancada tucana na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), após sua derrota na eleição para prefeito de Teixeira de Freitas, em 2024, quando integrava o MDB. A investigação da PF, ampliada por indícios de alianças com facções, é acompanhada por denúncias do MP-BA sobre uma rede de compra de votos de detentos e simpatizantes, alimentando dúvidas sobre a integridade do processo eleitoral na região.

Filiação ao PSDB confirmada — dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que Uldurico Júnior se filiou ao PSDB no dia 3 de abril, data-limite da janela partidária. A filiação consta como parte de uma tática para pulverizar votos dentro do partido e fortalecer a presença do PSDB na AL-BA, conforme apurado pelo Bahia Notícias.

Em 2024, o ex-deputado disputou a prefeitura de Teixeira de Freitas pelo MDB, legenda que integrava a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A eleição contou com o reforço da federação Cidadania-PSDB, que apoiou sua candidatura no âmbito da coligação, ampliando o alcance político na região.

Operação Colligatio — a PF deflagrou ações que resultaram na prisão de Uldurico Júnior na manhã de quinta-feira, 16, enquanto ele se encontrava hospedado em um hotel em Praia do Forte, no município de Mata de São João. Três mandados foram cumpridos como parte das investigações, que buscam evidências de corrupção eleitoral, organização criminosa e outros delitos na Bahia. As diligências visam arrecadar objetos, dados digitais e registros que possam corroborar as suspeitas.

RELACIONAMENTOS — segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o ex-deputado manteria relacionamento com Joneuma Silva Neres, ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis. O casal teria uma filha, nascida quando Joneuma estava presa. A denúncia descreve que, durante a gravidez, Joneuma enfrentou disputas sobre a assistência financeira que recebia de Uldurico, tendo a ajuda cessado após a prisão em 23 de janeiro de 2025. Ao mesmo tempo, Joneuma também manteria relação com o líder da facção criminosa que atuava no presídio, fortalecendo vínculos entre o mundo político e o crime.

VOTOS CATIVEIS — a denúncia do MP-BA aponta que encontros entre membros de uma organização criminosa e o então candidato à prefeitura de Teixeira de Freitas teriam visado transformar eleitores presidiários, amigos e familiares em votos pagos. Segundo o MP, cada voto comprometido era remunerado em R$ 100 em dinheiro vivo, com a intenção de “acobertar politicamente” as atividades criminosas dentro do presídio e ampliar o controle da facção na região.

Conforme as investigações, haveria a possibilidade de uma aliança entre o então candidato à prefeitura e líderes de facções custodiadas em presídios do estado, com o objetivo de favorecer o pleito de 2024. A apuração envolve a atuação da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e indica uma ligação estreita entre as dinâmicas político-eleitorais e o crime organizado local, segundo as informações em apuração pela PF.

INVESTIGAÇÃO EM CURSO — as diligências continuam para confirmar as relações entre as esferas públicas e criminosas, bem como para coletar evidências que possam sustentar as acusações de abuso de poder político e eleitoral. A Polícia Federal mantém o foco em entender como as redes criminosas estariam atuando para influenciar resultados eleitorais na Bahia, com coleta de dispositivos, notas e registros relevantes, além de monitorar as ligações entre o mundo penitenciário e a esfera política.

CONTEXTOS E PREMISSAS — o caso evidencia a complexa interfusão entre crime organizado e política na região, destacando o papel de dirigentes penitenciários e de estruturas de financiamento de campanhas. A opinião pública acompanha com atenção as desdobradas investigações, que podem redefinir a percepção sobre integridade de candidaturas locais e a transparência dos processos eleitorais na Bahia. O andamento depende da continuidade da apuração pelas autoridades competentes.

Concluo convidando os leitores a registrarem suas opiniões sobre esse tema. Como você enxerga as consequências dessas ligações entre política e crime para a credibilidade dos processos eleitorais na Bahia? Compartilhe seus pontos de vista nos comentários para contribuir com o debate público e a transparência na gestão pública local.

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