Lula anuncia novo aporte de recursos do Fundo Social para financiar moradias do Minha Casa, Minha Vida

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Em uma reunião com representantes do setor da construção civil, nesta quarta-feira (15) no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social para financiar moradias do programa Minha Casa Minha Vida. Com esse aumento de verba, o orçamento do programa de habitação do governo Lula alcança o total de R$ 200 bilhões em 2026.

Durante o anúncio das medidas, Lula disse que o governo que os recursos consolidam a habitação como motor de crescimento econômico e justiça social no país. 

“Fazer casa, para nós, é uma obrigação. E a minha obrigação é porque eu sei o que é morar em enchente. Já morei em casa com um metro e meio de água dentro. Eu sei o que é isso. Então, casa, para mim, é quase que uma coisa de direito humano e está na Constituição”, afirmou o presidente.

No encontro, o ministro das Cidades, Vladimir Lima, fez uma apresentação e afirmou que o setor da construção civil conta atualmente com três milhões de trabalhadores com carteira assinada. O rendimento desses trabalhadores, de acordo com o ministro, cresceu 6% acima da inflação em 2026, e mais da metade dos lançamentos atualmente do setor são provenientes do Minha Casa Minha Vida.

A apresentação do ministro, que recentemente substituiu Jader Filho na pasta, incluiu a confirmação do aumento do teto para aquisição dos imóveis na Faixa 3 e na modalidade Classe Média do programa habitacional. O Faixa 3 contemplará imóveis de até R$ 400 mil e o Classe Média, até R$ 600 mil.

Os limites de renda para as diferentes faixas também foram ajustados. Agora, a Faixa 1 será para quem tem renda de até R$ 3.200 (com juros de 4% a 4,5%). A Faixa 2, para quem ganha de R$ 3.201 a R$ 5.000 (com juros de 4,75% a 5,5%). A Faixa 3, de R$ 5.001 a R$ 9.600 (com juros de 6,5% a 7,66%). O Classe Média, até R$ 13.000 (com juros de 10%).

O ministro das Cidades também anunciou mudanças no Reforma Casa Brasil, programa lançado no ano passado para impulsionar os empréstimos para reformas. O público foi ampliado: agora, poderão ter direito às linhas de crédito quem ganhar até R$ 13.000 (seguindo a lógica do Minha Casa, Minha Vida), e não o limite de R$ 9.600.

Os juros do Reforma Casa Brasil também serão reduzidos. Para quem ganha até R$ 3.200, público da Faixa 1 no MCMV, os juros passarão de 1,17% ao mês para 0,99%.

Para quem ganha mais de R$ 3.200, os juros passarão de 1,95% para 0,99% ao mês. A amortização passou a ter um prazo de 72 meses (antes eram 60). O ticket máximo também foi elevado, de R$ 30 mil para R$ 50 mil, seguindo o aumento da renda máxima. O FGHab (Fundo Garantidor de Habitação Popular) será o garantidor de todos os financiamentos.
 

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