Péter Magyar, eleito primeiro-ministro da Hungria, anunciou nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, que suspenderá a cobertura da mídia estatal assim que tomar posse, sinalizando uma mudança profunda após 16 anos de governo sob Viktor Orbán. A promessa foi feita durante a primeira trazida de conversa pública após a vitória, com expectativa de formar um novo governo já a partir de 5 de maio, conforme pedido ao presidente para convocar o parlamento com urgência.
Magyar deixou claro que, após a formação do governo conhecido como TISZA, os serviços de notícias da mídia “pública” serão interrompidos até que o seu caráter de serviço público seja restaurado. Em publicação feita no X, ele ressaltou que o atual partido-Estado está se desfazendo diante dos olhos da população e que, em breve, ele participaria novamente da mídia pública, em uma transmissão ao vivo, como convidado.
Em Budapeste, durante uma coletiva de imprensa na última segunda-feira, Magyar informou que pediu ao presidente para convocar o parlamento o mais rapidamente possível, com a meta de substituir Orbán já a partir de 5 de maio. Segundo ele, “o povo húngaro não votou por apenas uma mudança de governo, e sim por uma mudança total de regime.”
Os planos anunciados vão além da mudança de comando. Magyar comprometeu-se a cooperar com outros países europeus, encerrando a resistência às políticas da União Europeia que marcou a era Orbán, e a defender posições que atendam aos anseios da população húngara. A agenda inclui restaurar o Estado de Direito e reformar as estruturas governamentais para torná-las mais independentes e capazes de combater a corrupção.
Entre as medidas anunciadas estão a criação de novos ministérios para enfrentar questões críticas em áreas como saúde pública, proteção ambiental e educação. O objetivo é consolidar serviços eficientes, transparentes e alinhados aos padrões de responsabilidade institucional que o novo governo pretende impor, afastando-se da percepção de domínio de um aparato estatal dito “partido-Estado”.
Durante a apresentação, Magyar reforçou a disposição de colaborar com parceiros da Europa, enfatizando que o país deve acompanhar a evolução política e econômica do bloco, sem abrir mão de prioridades nacionais. Ele também destacou a importância de manter um diálogo aberto com instituições internacionais para assegurar uma transição estável e responsável, respeitando o Estado de Direito e as regras democráticas.
A comunidade política e os cidadãos húngaros acompanham com expectativa a preparação para a passagem do governo de Orbán para Magyar, com promessas de mudanças estruturais, maior independência institucional e uma agenda voltada a saúde, educação e meio ambiente. O que você acha das propostas de Magyar? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como você acredita que esse futuro governo pode impactar a vida na sua localidade. Sua voz é importante para entender o rumo do país e de quais prioridades devemos cobrar.

