MPF solicita à PF detalhes sobre investigação de policial acusado de homofobia após ameaçar com arma dois homens em Samambaia
O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou à Corregedoria da Polícia Federal um pedido para que detalhe a investigação envolvendo o policial Diego de Abreu Souza Borges. Ele é investigado por homofobia e por ter feito ameaças com arma a dois homens em um espetinho de Samambaia, no Distrito Federal. A medida reforça a necessidade de esclarecer as providências disciplinares e administrativas em curso e de tornar transparentes os próximos passos do caso.
Segundo o MPF, a conduta do servidor, mesmo ocorrendo fora da jornada de trabalho, traz repercussões disciplinares diretas. A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão ressaltou que o policial utilizou arma indevidamente, praticou ato discriminatório e invocou falsamente a condição de policial, o que compromete o decoro e o prestígio da instituição. A prática de homofobia, argumenta o MPF, constitui ofensa substancial à dignidade humana e pode implicar na aplicação de penalidade expulsiva de demissão.
Linha do tempo
- O crime foi registrado em 13 de fevereiro de 2023.
- O policial se aproximou de dois homens que estavam em um espetinho em Samambaia e perguntou se eram um casal.
- Na tentativa de encerrar o assunto, um dos homens disse que o amigo era filho dele, o que levou a nova pergunta.
- “Como é para você ter um filho gay?” afirmou o policial, insistindo na abordagem discriminatória.
- Em seguida, o policial apontou a arma para um dos homens e ordenou que ele se deitasse no chão.
- A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada, prendeu Diego e apreendeu a pistola calibre 9 mm com 13 munições intactas.
- O policial foi levado à 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia) e autuado em flagrante, mas liberado na audiência de custódia no dia seguinte.
- Dias depois, a Polícia Federal abriu uma investigação interna para apurar a conduta de Diego.
Denúncia do MPDFT: Diego de Abreu foi denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por ameaçar com arma dois homens que ele acreditava serem um casal, em Samambaia. Ele foi posto em liberdade após a audiência de custódia, no dia 15 de fevereiro. A imprensa local não localizou a defesa do policial, e o espaço permanece aberto para manifestações oficiais ou de representantes dele.
A reportagem destacou que o caso envolve uma resposta institucional relevante. O MPF aponta que a conduta desrespeita princípios básicos de dignidade humana e de conduta profissional, o que pode alterar o curso de eventuais medidas administrativas contra o servidor. A PF não só investiga a prática do ocorrido, como também avalia a necessidade de medidas disciplinares proporcionais ao risco à imagem da corporação e à segurança pública.
Este episódio reacende o debate sobre o papel das forças de segurança na proteção de direitos civis, bem como sobre a responsabilidade de agentes públicos diante de condutas que extrapolam a atuação profissional. O andamento das apurações, inclusive a eventual conclusão da Corregedoria e as decisões do MPF, permanecem observados pela sociedade para entender como cobranças de conduta são tratadas nos âmbitos estadual e federal.
Se você tem opinião sobre a forma como casos de discriminação e uso indevido de arma por parte de agentes públicos são tratados, conte-nos nos comentários. Sua experiência ou visão sobre o tema ajuda a entender os impactos na confiança da população nas instituições e no dia a dia da cidade. Compartilhe seu ponto de vista abaixo.

