Operação Narco Fluxo: Justiça mantém prisão de MC Poze do Rodo, MC Ryan SP e dono da Choquei

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Resumo em síntese: a Justiça Federal manteve a prisão de MC Poze do Rodo, MC Ryan SP e Raphael Sousa Oliveira, dono do perfil Choquei, entre 33 investigados acusados de integrar uma organização criminosa que realiza lavagem de dinheiro, inclusive com criptoativos, no Brasil e no exterior. A decisão ocorreu após a audiência de custódia realizada pelo Juízo da 5.ª Vara Federal de Santos, vinculando o trio a uma operação derivada da Narco Bet, batizada Narco Fluxo, que resultou em 90 mandados de busca e prisão.

A audiência de custódia confirmou a continuidade das prisões dos investigados, incluindo os seus três principais alvos, em meio a investigações que apontam ligações com estruturas financeiras usadas para lavar recursos obtidos em atividades ilícitas. A atuação está sendo apurada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, que buscam esclarecer o papel de cada suspeito dentro da organização criminosa investigada.

Ao todo, a operação Narco Fluxo cumpriu 90 mandados judiciais, entre prisões e buscas, em várias regiões do país. Os mandados foram executados em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal, conforme informações da Polícia Federal. O abrangente conjunto de diligências reforça o caráter nacional da operação e a dimensão da investigação.

Segundo a Polícia Federal, Poze do Rodo mantém vínculos com empresas e estruturas financeiras ligadas à circulação de recursos provenientes de rifas digitais e apostas. Já MC Ryan SP é apontado pela PF como líder e principal beneficiário econômico da organização, utilizando empresas associadas à produção musical e ao entretenimento para misturar o dinheiro obtido de apostas ilegais com renda legítima. Essas ligações indicam um esquema capaz de integrar atividades de lazer com fluxos financeiros ilícitos, o que aumenta a complexidade da apuração.

Entre os investigados, o trio figura entre 33 pessoas associadas ao suposto movimento criminoso responsável pela lavagem de dinheiro no Brasil e no exterior. A PF aponta a utilização de criptoativos como um dos instrumentos de movimentação de recursos, ampliando o desafio de rastrear os fluxos financeiros da organização. A investigação continua em curso, com novas diligências previstas para esclarecer a participação de cada acusado e a extensão das operações financeiras envolvidas.

Além de esclarecer os vínculos entre as empresas envolvidas e as atividades ilícitas, as autoridades ressaltam a gravidade do esquema, que combina elementos do entretenimento, da produção musical e de plataformas digitais com práticas de lavagem de dinheiro. Os próximos passos dependem de novas coletas de prova, depoimentos e periciais financeiras, que devem detalhar os volumes de recursos e as rotas utilizadas para disfarçar a origem duvidosa.

A edição de hoje convida você, leitor, a acompanhar os desdobramentos desse caso. Comente abaixo o que você acha dessa operação de grande alcance e como a disseminação de atividades digitais pode impactar a fiscalização financeira. Sua opinião ajuda a entender o tema sob diferentes perspectivas e a discutir medidas eficazes para evitar abusos.

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