STF reestabelece prisão preventiva de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo: o Supremo Tribunal Federal reestabeleceu, nesta sexta-feira, a prisão preventiva de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, acusada de homicídio por omissão de socorro. A decisão, tomada pela Segunda Turma por unanimidade, atende a pedido da Procuradoria-Geral da República após questionamento do pai da criança sobre a soltura da mãe, em meio ao adiamento do julgamento. O caso envolve também Jairinho, ex-vereador do Rio, sob acusação de homicídio qualificado. A decisão reforça que o excesso de prazo para a prisão decorreu, segundo o ministro Gilmar Mendes, de atos da própria defesa, e marca a remessa do processo para nova data de julgamento, já com a intervenção do STF.

O drama jurídico remata um caso já conhecido pela cidade do Rio de Janeiro. Henry Borel morreu em 2021 no apartamento em que morava com Monique Medeiros e o padrasto, Jairo dos Santos Júnior, o Dr. Jairinho, na Barra da Tijuca. A necropsia apontou 23 lesões por ação violenta, incluindo laceração hepática e hemorragia interna. As investigações concluíram que Henry era vítima de torturas praticadas pelo padrasto, com a mãe tendo conhecimento das agressões. Os réus foram presos em abril de 2021 e denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro: Jairinho responde por homicídio qualificado, Monique por homicídio por omissão de socorro.

A decisão de liberar Monique havia sido proferida pela juíza Elizabeth Machado Louro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ela havia reconhecido que a custódia da ré parecia ilegal diante de um atraso processual considerado despropositado. Em março, a juíza afirmou que, naquele contexto, a prisão já configurava constrangimento ilegal. No entanto, a defesa de Jairinho alegou que não teve acesso a provas completas, o que levou ao adiamento do julgamento. Os advogados, por fim, abandonaram o júri, contribuindo para a postergação.

O STF retomou o tema e decidiu pela prisão preventiva de Monique Medeiros, com a justificativa de que o atraso processual decorreu, em parte, de condutas da defesa. O ministro Gilmar Mendes enfatizou que o excesso de prazo não configura constrangimento ilegal quando resulta de atos da defesa ou de incidentes provocados por ela. A Segunda Turma, por unanimidade, manteve a posição de manter Monique sob custódia até o julgamento. Com a decisão, o processo ganhou nova perspectiva, já que o julgamento foi remarcado para o dia 22 de junho.

A defesa de Jairinho já havia contestado o acesso a conteúdos de um notebook do pai de Henry, alegando falta de transparência nas provas. Em resposta ao adiamento, a magistrada responsável criticou a conduta de cinco advogados presentes na sessão e determinou que eles arcassem com os prejuízos causados pelo atraso. Além disso, o Ministério Público observou que, em fevereiro de 2021, Jairinho teria submetido Henry a agressões físicas e mentais, o que sustenta a acusação de homicídio qualificado e o envolvimento da mãe na omissão.

Entenda o contexto: Henry, aos cinco anos de idade, morreu no apartamento onde residia com Monique Medeiros e Jairinho. O caso ganhou notoriedade pela violência atribuída ao padrasto, com Monique sendo apontada como garantidora legal da vítima. A acusação reforça que Jairinho, com intenção e ação contundente, causou as lesões que levaram à morte, enquanto a mãe teria contribuído para o resultado por omissão. A denúncia também cita episódios anteriores, envolvendo maus-tratos à criança.

Encerramento: o desdobramento do caso permanece sensível para a cidade, que observa de perto o desenrolar do julgamento e as implicações legais para todas as partes envolvidas. O que você pensa sobre as decisões que envolvem proteção de menores e responsabilidade de adultos próximos? Compartilhe seu ponto de vista nos comentários e ajude a abrir um diálogo público sobre esse tema tão relevante para a sociedade.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Mounjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta, da Polícia Civil de São Paulo, mira um suposto esquema de importação irregular e venda de tirzepatida — conhecida como...

Lava Jato: executivos são condenados a até 14 anos de prisão por fraude em licitações

A Justiça Federal no Paraná condenou seis executivos e operadores financeiros envolvidos em contratos fraudados com a Petrobras, em uma etapa remanescente da...

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Monjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta investiga a venda de Monjaro paraguaio e resultou na apreensão de 22 ampolas de tirzepatida, além de celulares, seringas, embalagens...