Deputada do Psol quer proibir armadilha de rato e Véio da Havan pergunta: “O que vamos fazer, levar pra casa dela?”

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Resumo: a deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) anunciou a apresentação de um projeto de lei que proíbe, em todo o Brasil, a venda da fita cola-rato. A parlamentar sustenta que a armadilha provoca sofrimento aos roedores e pode gerar problemas sanitários. Embora tenha divulgado a medida, a proposta ainda não consta no sistema da Câmara, e a repercussão online já é intensa, com críticas de diferentes setores da sociedade.

A fala pública ocorreu após uma publicação da deputada no Instagram, na terça-feira, 14, na qual ela exibiu imagens de ratos capturados pela armadilha. O conteúdo veio com o alerta de “conteúdo sensível” e, diante da reação, Salabert optou por apagar o vídeo pouco tempo depois. A iniciativa busca chamar a atenção para o sofrimento prolongado imposto aos animais pela armadilha, que prende o roedor por longos períodos.

Segundo a deputada, o uso da fita cola-rato gera exaustão, fome e infecção entre os animais que ficam sem conseguir fugir. Ela descreve a prática como cruel e aponta riscos sanitários decorrentes do acúmulo de urina e fezes no local da captura, além de eventual contaminação. Em suas palavras, a ferramenta não escolhe espécie e pode prender, além de roedores, aves e filhotes de gatos, o que amplia o debate sobre medidas eficazes de controle de pragas sem causar danos desnecessários à fauna e ao ambiente doméstico.

A parlamentar também destacou que as armadilhas comercializadas em supermercados costumam capturar diferentes animais, incluindo aves e pombos, o que reforça a necessidade de avaliação de alternativas de manejo de pragas que sejam menos cruéis e mais seguras para a saúde pública. O foco, segundo Salabert, é encontrar soluções que substituam esse tipo de armadilha por métodos que não promovam sofrimento animal nem gerem riscos sanitários adicionais.

Apesar do anúncio, não há registro de uma proposta protocolada na Câmara. A ideia recebeu críticas nas redes sociais, entre elas a do empresário Luciano Hang, proprietário da rede Havan. Hang questionou de forma provocativa o que a sociedade deveria fazer com os ratos, sugerindo uma reflexão sobre a prioridade de políticas públicas diante de problemas macroeconômicos. Ele perguntou, em tom carregado de ironia, se a resposta seria deixar os ratos tomarem conta das casas, abraçar a situação ou levar os animais à deputada.

A reação de Hang ocorre em meio a um contexto de agenda econômica delicada, com impostos, dívida pública e poder de compra em pontos críticos, o que acirra o debate sobre prioridades governamentais. A campanha de Salabert, no entanto, mantem o foco no tema de bem-estar animal e na necessidade de discutir políticas de controle de pragas que sejam eficazes e menos cruéis, incluindo a avaliação de alternativas que protejam a saúde pública sem infligir sofrimento aos animais.

A proposta de lei, ainda sem protocolo, acende o debate sobre como conciliar saúde pública, bem-estar animal e eficiência no manejo de pragas. A comunidade acompanha com expectativa o andamento do tema e a eventual apresentação de um texto definitivo na Câmara. Qual é a sua opinião sobre esse assunto? Você acredita que existem soluções mais humanas para o controle de roedores? Compartilhe seus pensamentos e participe da discussão nos comentários abaixo.

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