Irã rejeita participar de 2ª rodada de negociações no Paquistão por ‘exigências excessivas’ dos EUA

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Segundo a agência Irna, demandas são ‘irracionais’ e, nessas condições, ‘não se vislumbra um cenário claro para negociações bem-sucedidas’

Por Jovem Pan 19/04/2026 15h20 – Atualizado em 19/04/2026 15h21 HAMED JAFARNEJAD/ISNA/AFP

Nesta imagem obtida pela agência de notícias iraniana ISNA, Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, observa em Teerã, em 13 de outubro de 2024.

O Irã rejeitou participar de uma nova rodada de negociações no Paquistão sobre um possível cessar-fogo na guerra com os Estados Unidos, anunciou uma agênica estatal Irna. A decisão vem três dias antes do fim da trégua de duas semanss imposta pelo presidente Donald Trump e em um momento que o republicano subiu o tom e a delegação norte-americana se encaminha para Islamabad, onde as conversas tem acontecido.

Segundo a agência, os Estados Unidos têm feito “exigências excessivas” e “demandas irracionais”. “Nessas condições não se vislumbra um cenário claro para negociações bem-sucedidas”, disse.

Neste domingo (19), o Trump voltou a ameaçara destruir as infraestruturas do país do Oriente Médio em caso de fracasso das conversações. “Os Estados Unidos destruirão todas as usinas de energia e todas as pontes no Irã”. “CHEGA DE SER BONZINHO!”, advertiu. Segundo o republicano, os Estados Unidos oferecem um “acordo razoável” e que, em caso de recusa por parte de Teerã resultaria em uma resposta dura.

A elevada de tom de Trump veio acompanhado do anúncio de quem uma delegação americana estará no Paquistão na segunda-feira (20) para retomar as negociações com o Irã. Segundo a coluna do Eliseu Caetano, da Jovem Pan, a missão diplomática será conduzida por dois nomes próximos ao presidente Donald Trump: Steve Witkoff e Jared Kushner.

O vice-presidente JD Vance, que esteve presente na primeira rodada de negociações, não integrará a missão a pedido de Trump, que quer liderar o acordo de paz. Segundo apuração, a decisão foi tomada por questões de segurança, em razão da sensibilidade do cenário, e do interesse do republicano de assinar o acordo de cessar-fogo. Ele deseja estar pessoalmente diante dos iranianos, o que impediria a presença do vice-presidente na missão por questões de segurança.

Fechamento de Ormuz  Esse mais novo atrito e desentendimento do Irã e dos Estados Unidos vem em um momento em que o Estreito de Ormuz voltou a ser fechado depois de ser reaberto da sexta-feira (17). Neste domingo, a região permanecia fechada como retaliação ao bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos. 

Na sexta a reabertura do corredor marítimo gerou um impulso imediato nos mercados financeiros e provocou uma queda expressiva dos preços do petróleo. Entretanto, no sábado (18), poucas horas após a reabertura, o Irã anunciou a retomada do “controle rigoroso” de Ormuz, por onde, antes da guerra, transitavam 20% do fluxo global de hidrocarbonetos.

“Qualquer tentativa de aproximação do Estreito de Ormuz será considerada cooperação com o inimigo e o navio infrator será tomado como alvo”, advertiu a Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã. Lanchas rápidas iranianas chegaram a abrir fogo contra um petroleiro no Estreito de Ormuz, informou a agência britânica de segurança marítima, depois que o Exército do Irã anunciou o fechamento da rota de navegação.

O líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, afirmou que a Marinha está preparada infligir “novas derrotas” ao inimigo. A declaração aconteceu logo depois que Teerã decidiu voltar a fechar o Estreito de Ormuz em resposta ao bloqueio americano de seus portos. “A valente marinha do Exército do Irã está pronta para infligir novas e amargas derrotas aos seus inimigos.”, escreveu Khamenei em sua conta no X (antigo Twitter).

Tags: Donald Trump, Estados Unidos, Irã, Paquistão Comentários

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