Resumo: a liquidação extrajudicial do Master pelo Banco Central, anunciada em 18 de novembro de 2025, é o ápice de uma investigação abrangente chamada Operação Compliance Zero. O caso se desenrolou em quatro atos, com prisões de alto nível, mortes nesse contexto e apurações administrativas em curso. Ao longo de 2025 e 2026, o BC liquidou vários componentes do conglomerado e acionou medidas severas para apurar supostos abusos envolvendo títulos falsos e operações financeiras.
O desdobramento inicial ocorreu no fim de 2025, quando o BC anunciou a liquidação do núcleo do grupo Master após apontar indícios de emissão e negociação de créditos sem lastro. No mesmo dia, o Regime de Administração Especial Temporária foi aplicado ao Master Multiplo S.A., com a EFB Regimes Especiais de Empresas LTDA. assumindo a administração especial. A própria motivação envolve suspeitas de que as instituições do grupo criavam carteiras de crédito falsas no valor estimado de até 12 bilhões de reais.
Liquidação em definitivo
O BC confirmou a liquidação de nove instituições associadas ao Master entre novembro de 2025 e março de 2026, incluindo bancos, corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários. A lista, com datas, manteve-se clara e detalhada, descrevendo o encerramento de operações e a transferência de ativos sob a supervisão de autoridades. A defesa do empresário envolvido nega irregularidades em todas as frentes e sustenta que não houve dano ao sistema financeiro.
- Banco Master S.A. — 18/11/2025.
- Banco Master de Investimento S.A. — 18/11/2025.
- Banco Letsbank S.A. — 18/11/2025.
- Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários — 18/11/2025.
- Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. — 15/1/2026.
- Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento — 21/1/2026.
- Banco Pleno S.A. — 18/2/2026.
- Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. — 18/2/2026.
- Banco Master Múltiplo — 17/3/2026.
Ao lado do processo de liquidação, o BC nomeou a Agência de Regimes Especiais para conduzir a administração temporária de parte do conglomerado, com poderes para examinar documentos, contabilidade e arquivos, e para requisitar informações a outras autoridades públicas. Essa fase institucional visava conter danos, recolher provas e proteger o sistema financeiro. Em paralelo, dirigentes do Banco Central passaram por processos administrativos disciplinares, com o foco em possíveis favorecimentos ao dono do Master, Daniel Vorcaro, conforme apurações da CGU.
A primeira etapa da operação, em 18 de novembro de 2025, fomentou ações da Polícia Federal com mandados de busca em cinco estados e a apreensão de aproximadamente R$ 1,6 milhão em espécie. Naquele dia, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado do cargo, marcando o início de uma sequência de desdobramentos que se estenderam por meses.
A segunda fase, anunciada em 14 de janeiro de 2026, ampliou o alcance da investigação para o fundador do Master, Daniel Vorcaro, incluindo familiares próximos dele. As buscas, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, atingiram cinco estados e apontaram para possíveis operações financeiras fraudulentas vinculadas ao BRB. O impacto chegou a familiares, segundo as informações divulgadas pela imprensa, que apontam a continuidade de diligências e cooperação entre as autoridades.


Na terceira fase, deflagrada em 4 de março de 2026, Vorcaro foi preso preventivamente. Horas após a operação, ocorreu a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, apontado como líder do grupo “A Turma” — suspeito de organização de ações violentas contra desafetos do banqueiro. A polícia investiga a relação entre o ocorrido e a atuação de cúmplices próximos. O inquérito sobre a morte tem previsão de conclusão neste mês, e o cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel, também se entregou à PF.
A prisão de Vorcaro, ocorrida no início de março, marca a interseção entre operações de apuração financeira e ações de segurança pública, com impactos visibility na cidade e nas regiões onde atuavam as instituições envolvidas. O empresário permanece detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde 19 de março de 2026, e a investigação busca esclarecer a rede de relações que envolvia o conglomerado Master.
A quarta fase, autorizada pelo STF e pela PGR, ocorreu na última semana de abril de 2026, com a prisão do ex-presidente do BRB em desdobramento da acusação de propina relacionada a negociações envolvendo o Master e a operação de compra de seis imóveis no valor total de 146,5 milhões de reais. A defesa do ex-presidente nega qualquer crime e sustenta a inocência do acusado, enquanto as apurações continuam em curso.
A liquidação e o acompanhamento institucional
A liquidação do Master ocorreu de forma expressa em 18 de novembro de 2025, com o objetivo de encerrar operações e reorganizar ativos sob supervisão do BC. A adoção do Regime de Administração Especial Temporária, bem como a atuação da CGU e do STF, indicam uma resposta coordenada do Estado para lidar com possíveis fraudes de grande escala ligadas ao sistema financeiro. Os mecanismos legais visam não apenas punir, mas também recuperar ativos e manter a confiança do público no sistema financeiro.
As informações já reunidas indicam que as medidas tomaram forma com base em evidências de irregularidades, que vão desde a emissão de títulos até a gestão de ativos de crédito sem lastro. A defesa do Master nega as acusações e afirma ter agido dentro da lei. Enquanto isso, as apurações continuam em diferentes esferas, e as autoridades sinalizam que novas informações podem surgir à medida que as investigações avançam.
Ao acompanhar a evolução desse caso, fica claro que o objetivo das autoridades não é apenas responsabilizar indivíduos, mas também reforçar a integridade do mercado financeiro brasileiro. A cidade, bem como o país, observa com atenção o desfecho das investigações, que podem implicar mudanças relevantes em políticas de supervisão e fiscalização de conglomerados financeiros.
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Conclusão: os desdobramentos da Operação Compliance Zero continuam a moldar o cenário de controles financeiros no Brasil. A coordenação entre Polícia Federal, Banco Central, CGU e STF demonstra uma resposta integrada aos indícios de irregularidades associadas ao Master e às instituições envolvidas. O ritmo das investigações, as decisões judiciais e as medidas administrativas sinalizam que o tema permanecerá em pauta nas próximas semanas, com impactos que vão além das fronteiras da capital federal e atingem diversas regiões do país.
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