Na Alemanha, Lula volta a criticar Trump: “Mundo não pode se curvar”

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a política externa dos Estados Unidos e a guerra contra o Irã durante a Hannover Messe 2026, na Alemanha. Em discurso para empresários, autoridades e líderes da indústria, ele chamou o conflito de maluquice, pediu reflexão sobre o papel da ONU e alertou para o custo humano e econômico das guerras. O Brasil também foi apresentado como exemplo de mitigação diante da alta de preços de derivados do petróleo.

Em sua fala, Lula questionou a função do Conselho de Segurança da ONU e citou os cinco membros permanentes — Reino Unido, Estados Unidos, Rússia, China e França — para perguntar por que não se reúnem com vistas à paz. Em tom firme, ele questionou: “Para que serve o Conselho de Segurança da ONU? Por que vocês não se reúnem e não param com essas guerras?” A mensagem foi de cobrança sobre a eficácia de um órgão criado para manter a paz, mas que, na prática, parece a ele falhar diante de crises globais.

O presidente também destacou preocupações sobre o uso da inteligência artificial na definição de alvos militares sem parâmetros legais. Segundo Lula, alguns membros permanentes agem sem amparo da carta da ONU e com impactos morais controversos. Ele afirmou: “A inteligência artificial nos torna mais produtivos, mas também é utilizada para selecionar alvos militares sem parâmetros legais ou morais.” A ênfase foi de que tecnologia precisa andar junto de regras que protejam civis e o direito internacional.

Ainda no âmbito da geopolítica, Lula ressaltou o alto custo das guerras, lembrando que existem perdas humanas inestimáveis e prejuízos econômicos palpáveis. Em suas palavras, não é aceitável ver investimentos equivalentes a US$ 2,7 trilhões destinados a conflitos quando há necessidades prementes como erradicar a fome no planeta. O recado foi claro: o mundo não pode priorizar guerras em detrimento de questões humanitárias e de desenvolvimento.

Sobre economia and dilação energética, o presidente afirmou que o Brasil tem sido um dos países menos afetados pela alta de preços de derivados do petróleo provocada pelo conflito no Irã. Segundo ele, o governo adotou medidas para conter impactos e o país importa apenas 30% do diesel que consome. Essa posição foi apresentada como exemplo de políticas públicas eficazes para proteger a economia doméstica diante de choques externos.

Durante a viagem pela Europa, com passagens pela Espanha, Alemanha e Portugal, Lula manteve o tom crítico em relação ao papel de grandes potências nas decisões globais. Ele frisou a necessidade de reavaliar o posicionamento dos líderes de potências como Reino Unido, Estados Unidos, Rússia, China e França no que tange à segurança mundial e ao uso da influência para promover a paz, sempre respaldados pela carta da ONU. A mensagem foi de que o mundo espera governança mais responsável e menos guerras desnecessárias.

Convidamos leitores a compartilhar suas opiniões sobre o papel da ONU, a guerra no Oriente Médio e o impacto da alta do petróleo sobre economias como a brasileira. Qual é a sua leitura sobre o equilíbrio entre defesa de interesses nacionais e responsabilidade global? Deixe seus comentários abaixo para continuarmos a conversa com transparência e respeito às diferentes visões.

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