Alvos de operação contra o CV no Vidigal que deixou turistas ‘ilhados’ em mirante são foragidos da Bahia; veja quem são

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Na manhã desta segunda-feira, a Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou uma operação na localidade do Vidigal para prender 13 foragidos do Conjunto Penal de Eunápolis, Bahia, que fugiram em dezembro de 2024 e hoje operam sob a proteção do Comando Vermelho. A ação resultou em tiroteio intenso, bloqueio de vias e interrupção de atividades na região, com um desfecho parcial até o momento: Nubia Santos de Oliveira, esposa de um dos líderes da facção, foi detida durante as diligências.

Entre os alvos está Ednaldo Pereira dos Santos, conhecido como “Dada”, apontado como o principal chefe do tráfico na região de Caraíva, no distrito turístico de Porto Seguro. Mesmo foragido, ele continua dirigindo ações criminosas à distância e mantendo vínculos com o tráfico de drogas na Bahia. A polícia também busca Wallas Souza Soares, chamado “Patola”, suspeito de chefiar a facção com Dada, mas que não estava preso no conjunto penal durante a fuga. A operação provocou intenso tiroteio no Vidigal e criminosos interditaram a Avenida Niemeyer com um ônibus e contêineres da Comlurb.

No alto do Morro Dois Irmãos, cerca de 200 turistas ficaram ilhados, sem conseguir descer, até o momento desta apuração. A investigação aponta que, após a fuga, Dada passou a se ocultar na Rocinha e em São Conrado, até alugar uma casa no Vidigal nos dias que antecederam a ação, onde recebeu familiares e amigos para uma festa, o que atraiu o monitoramento do Ministério Público baiano e resultou na operação no Rio.

Além de Dada, a polícia procura outros integrantes da liderança da facção Primeiro Comando de Eunápolis: Sirlon Risério Dias Silva, o Saguin, subchefe; Altieri Amaral de Araújo, Leleu, subchefe; Mateus de Amaral Oliveira; Geifson de Jesus Souza; Anderson de Oliveira Lima; Fernandes Pereira Queiroz; Giliard da Silva Moura; Romildo Pereira dos Santos; Thiago Almeida Ribeiro; Idário Silva Dias; Isaac Silva Ferreira; e William Ferreira Miranda. Mesmo sem confirmação de capturas adicionais, as investigações seguem focalizando a organização criminosa e suas operações na Bahia e no Rio de Janeiro.

A troca de mensagens entre a ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, e o ex-deputado federal Uldurico Júnior revela que, após a fuga de 16 detentos, ambos passaram a adotar um discurso crítico à atuação da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização, ao mesmo tempo em que reagiam ao avanço das investigações. O Bahia Notícias teve acesso ao depoimento da ex-diretora, com detalhes sobre as informações encontradas na delação.

As autoridades enfatizam que a operação no Rio reforça a cooperação entre estados para desmantelar redes criminosas que operam entre Bahia e Rio de Janeiro. O caso segue em desenvolvimento, com novas informações a caminho e potenciais prisões a partir de investigações contínuas. Compartilhe sua leitura sobre a atuação das forças de segurança nessas regiões e a importância de cooperação interestadual para o combate ao crime.

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