Mineração para Todos: Com EUA “de olho” em terras raras brasileiras, CBPM quer ser sócia “da mina ao refino” em projetos da Bahia

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O interesse global por terras raras colocou o tema em destaque nas principais conversas entre líderes, com impactos diretos sobre a Bahia e o papel estratégico do Estado brasileiro. Em meio a agendas de governo e de campanha, aumenta a pressão por um equilíbrio entre desenvolvimento, soberania do patrimônio nacional e parcerias internacionais.

A pauta ganhou corpo em encontros internacionais, citados durante as falas de líderes como o presidente Lula e o seu adversário nas eleições de 2026, Flávio Bolsonaro, além de menções nos palcos de campanha. Entre os temas em debate, as terras raras devem figurar como fator relevante para a indústria, a economia e a geopolítica, com diferentes visões sobre como avançar no tema sem abrir mão do controle brasileiro.

“Não vamos entregar nada para ninguém.” Essa foi a síntese das falas do presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal, ao defender que o patrimônio mineral do Brasil pertence ao povo. O governo de Jerônimo Rodrigues reforça a ideia de protagonismo nacional, buscando parcerias internacionais apenas desde que haja benefício direto para o povo baiano e para o Brasil — com o processamento e o refino da cadeia de terras raras sob supervisão local.

Para ilustrar a postura, Carballal citou casos como uma disputa judicial envolvendo uma empresa canadense que vendia áreas para uma companhia chinesa sem que o estado tivesse o manejo de valor agregado. A CBPM ingressou com ações para defender o patrimônio, enfatizando que a participação do estado é essencial no “da mina ao refino” e que parcerias externas devem respeitar a liderança brasileira.

Profissões do futuro e oportunidades também entram no debate. O diretor técnico da CBPM, Williame Cocentino, aponta que geólogos, engenheiros de minas, de produção e químicos devem ganhar destaque, com a ressalva de que o trabalho muitas vezes exige atuação fora dos grandes centros. Além disso, os salários no setor já aparecem entre os mais atrativos do mercado, o que reforça o apelo técnico e científico da área. Especialistas destacam que a transformação causada pelas terras raras já afeta várias profissões, incluindo áreas estratégicas como a medicina.

Nesta semana, o Bahia Notícias lança a série “Mineração para Todos: Do solo à palma da sua mão”, patrocinada pela CBPM. O projeto busca traduc?er a importância da pesquisa e da indústria mineral para o desenvolvimento local, esclarecendo impactos ambientais, sociais e econômicos. O episódio inaugural, com o tema “Terras raras não são terras nem raras”, está disponível no YouTube do Bahia Notícias e reúne Carballal, Cocentino e Antonio Vitor para explicar o tema de forma acessível e transparente.

E você, como vê o papel das terras raras no futuro do Brasil? Compartilhe suas ideias, dúvidas e comentários sobre o tema nos comentários abaixo e acompanhe a série para entender como a mineração pode contribuir para o nosso desenvolvimento, com responsabilidade e participação popular.

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