Operador de MC Poze transferiu R$ 337 mil a policial do RJ, diz PF

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Resumo: a Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Fluxo, desvendando um esquema de lavagem de dinheiro ligado a apostas clandestinas e rifas digitais, com participação de influenciadores. Poze do Rodo e MC Ryan SP foram identificados como pilares do esquema, que utilizava empresas ligadas à produção musical para integrar recursos ilícitos à economia formal. Prisões ocorreram no Rio de Janeiro, incluindo o rapper Poze do Rodo, e a investigação aponta vínculos com o tráfico e com a captação de recursos por meio de imóveis, veículos de luxo e joias. A defesa afirma desconhecimento dos detalhes da operação, enquanto a PF detalha a função de cada envolvido e a intermediação de terceiros para ocultar o patrimônio. O caso ganha contornos de alta complexidade, com diferentes fases de lavagem e irregularidades financeiras sendo apuradas pela Justiça.

O ritmo da apuração aponta envolvimento direto de Poze do Rodo e MC Ryan SP, além de parceiros na gestão de fluxos financeiros, em um esquema que lavava dinheiro por meio de casas de apostas, rifas digitais e empresas de produção musical. Segundo a PF, o grupo usava camadas de transações para tornar os recursos ilegais compatíveis com o sistema financeiro, com etapas de ocultação e reinserção na economia formal.

Poze do Rodo foi detido em residência de alto padrão no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, conforme denúncia apresentada pela PF. Após a prisão, o artista foi encaminhado à sede da polícia e, em seguida, ao presídio José Frederico Marques, na zona norte, onde a Justiça manteve a custódia. A defesa alega silêncio e afirma ainda que Poze não tinha acesso amplo às informações da investigação.

A investigação aponta que MC Ryan SP foi o principal beneficiário do esquema, articulando operações por meio de empresas próprias ligadas à produção musical. A PF sustenta que o cantor usava familiares e terceiros como “laranjas” para ocultar o patrimônio, que incluía imóveis de alto padrão, veículos de luxo e joias, além dos ativos vinculados à venda de conteúdos e à monetização nas redes sociais.

Relatórios do Coaf teriam identificado transferências relevantes, como o repasse de R$ 337 mil a uma policial militar do Rio de Janeiro, considerado pela PF como parte do fluxo de recursos vinculados ao esquema. Também foi mencionada a movimentação de valores oriundos de outras atividades ilícitas, como apostas clandestinas, que alimentaram o conjunto de operações financeiras do grupo.

Segundo a investigação, Poze e Ryan SP teriam utilizado a estrutura de produção musical para promover as plataformas de apostas e disfarçar a origem de verbas, recorrendo a pagamentos de terceiros, anúncios pagos e publicações que reforçavam a imagem do grupo. A PF ressalta que existem indícios de uma rede de relações com operadores de mídia contratados para manter a narrativa favorável aos investigados.

A defesa de MC Ryan SP informou que ainda não teve acesso integral aos autos, mas garantiu a lisura das transações financeiras do artista, afirmando que toda a origem dos recursos possui comprovação, com tributos recolhidos regularmente. A posição dos advogados é de que os esclarecimentos deverão demonstrar a verdade dos fatos, assegurando a integridade de Ryan SP e o cumprimento das regras legais.

O desdobramento da operação envolve ainda detalhes sobre a atuação de outros influenciadores e parceiros citados pela PF, além de indicar possíveis ligações com estruturas criminosas presentes na região. A investigação continua em aberto, com novas etapas previstas para esclarecer o papel de cada acusado e o tamanho do recursos ilícitos envolvido.

Como leitor, é importante acompanhar os próximos desdobramentos para compreender o alcance dessa apuração e suas implicações na forma como figuras públicas se relacionam com a economia da música e das redes sociais na cidade. Comente abaixo suas impressões sobre o tema e compartilhe suas perguntas ou observações para enriquecer o debate público sobre combate à lavagem de dinheiro e à violência associada ao crime organizado. A interação de moradores e público interessado pode trazer novas perspectivas para a discussão.

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