Preso por feminicídio de modelo baiana no RJ é encontrado morto em cela

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Resumo: A modelo Ana Luiza Mateus, 29 anos, natural de Teixeira de Freitas, Bahia, morreu após cair do 13º andar de um prédio na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O principal suspeito, Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, 32, foi preso em flagrante na noite do ocorrido, mas acabou encontrado sem vida na cela da Delegacia de Homicídios da Capital, aparentemente após se enforcar com uma bermuda. A investigação aponta um relacionamento marcado por violência psicológica contra a vítima, em meio a um contexto de conflitos entre o casal, que estava junto há cerca de três meses.

Segundo apuração da polícia, o casal chegou ao condomínio Alfapark, na Barra da Tijuca, durante a madrugada de quarta-feira e houve uma discussão mais acalorada. Testemunhas relataram que, após o desentendimento, Endreo saiu sozinho do local, enquanto Ana Luiza permaneceu no prédio e só caiu por volta das 5h30. A vítima havia manifestado a intenção de retornar à Bahia, chegando a comprar passagem, mas decidiu permanecer no imóvel antes do incidente.

Endreo foi preso em flagrante e, conforme o delegado Renato Martins, ele afirmou ao delegado que seria culpado pela morte de Ana Luiza. A polícia informou que o suspeito proferiu uma série de impropérios durante o relato, além de desvalorizar a própria vítima em tom de violência moral. O suspeito tinha 32 anos e era sócio de uma empresa de atendimento a veículos, sediada em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Os documentos de identificação dele também são do estado. A relação entre eles tinha duração de cerca de três meses, conforme apuração da Polícia Civil.

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso. Testemunhas relatam que o relacionamento apresentava sinais de abuso e que houve uma discussão que foi ouvida por vizinhos e funcionários do condomínio. O delegado Ricardo explicou que a investigação aponta para um padrão de violência psicológica e de desrespeito à condição da vítima como mulher. A perícia foi realizada no local e já foram colhidos depoimentos, com indicadores de que o casal vivia em conflito recente.

Ao longo do inquérito, os investigadores apuraram que Endreo teria alterado a cena do crime e tentou deixar o condomínio pela porta dos fundos, o que é visto como tentativa de manchar as provas. Relatos indicam que a briga entre eles envolvia o fim do relacionamento, com Ana Luiza tentando encerrar a relação. A polícia destacou que o episódio sugere um contexto de violência contra a mulher e reforça a necessidade de aprofundar as investigações para esclarecer todas as circunstâncias.

A identificação do suspeito, com ligações empresariais em Mato Grosso do Sul, e a confirmação de que os documentos dele também estavam no estado, ajudam a compor o perfil do caso. O inquérito permanece sob responsabilidade da DHC, que busca entender a sequência de eventos que levou à morte da jovem e à morte do suspeito na unidade prisional, em circunstâncias ainda sob análise pela polícia.

Comentário final: Os desdobramentos deste caso aquecem o debate sobre violência contra a mulher e a necessidade de respostas rápidas das autoridades em situações de crise conjugal. Fique atento às atualizações oficiais sobre o andamento das investigações. No que você lê, quais sinais você considera mais relevantes para entender esse episódio e evitar situações de violência no dia a dia? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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