Conselheiro de Trump diz que brasileiras são ‘raça maldita’ e ‘programadas para causar confusão’

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Paolo Zampolli, enviado especial para parcerias globais no governo de Donald Trump, volta a estar no centro de um caso envolvendo a ex-mulher, Amanda Ungaro, modelo brasileira que o acusa de abuso sexual, psicológico e violência doméstica após quase 20 anos de casamento. A polêmica se intensifica com declarações dele em uma entrevista à emissora italiana RAI, nas quais o dirigente aponta comportamentos de mulheres brasileiras e acena para questões pessoais que alimentam a controvérsia sobre seu papel no cenário internacional.

Durante a conversa, Zampolli negou qualquer traço genético que explique o comportamento apontado, mas disse que as mulheres brasileiras, incluindo as que vivem no país, “são programadas para causar problemas” e que isso não seria a primeira vez. Em seguida, ele associou o comportamento do povo brasileiro ao consumo de telenovelas, afirmando: “Os brasileiros assistem a novelas e são todos um pouco assim.” Tais falas reacenderam críticas sobre estereótipos e sobre a visão externa que o dirigente projetaria de uma das mais influentes democracias da região.

No decorrer da entrevista, Zampolli também citou uma amiga da ex-esposa com termos depreciativos, sem saber que a fala seria gravada. Ele disse: “Uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais.” O conteúdo gerou repercussão imediata, alimentando o debate sobre o tom utilizado por figuras associadas a palcos de poder externo e as suas relações pessoais com acusações de violência.

Amanda Ungaro, hoje com 41 anos, afirma ter sido vítima de agressões físicas e relata episódios de violência quando recusava relações sexuais. A modelo brasileira foi deportada dos Estados Unidos em 2025 pelo ICE, após morar no país por mais de duas décadas, e atribui a decisão à influência política do ex-marido. Os dois continuam disputando a guarda do filho de 15 anos, o que mantém o caso na pauta judiciária e mediática internacional.

Durante a entrevista, Zampolli também foi questionado sobre possíveis ligações com o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais e falecido em 2019. O italiano aparece em trocas de e-mails associadas a Epstein, divulgadas pelo Departamento de Justiça dos EUA. Segundo ele, houve a tentativa de negociar a compra de uma agência de modelos com Epstein, porém o negócio não foi concluído. Ele nega envolvimento nos crimes atribuídos a Epstein e afirma que o empresário usava a indústria da moda como fachada para abusos contra menores.

Funcionando como conselheiro de Trump para parcerias globais, Zampolli volta a protagonizar um debate sobre a influência de assessores próximos ao governo americano em temas sensíveis. A discussão envolve acusações de violência doméstica, alegações de conduta misógina e possíveis vínculos com atividades criminosas ligadas a Epstein, alimentando dúvidas sobre a consistência das relações diplomáticas e a credibilidade de quem representa o governo norte-americano no cenário internacional.

Este caso continua a ganhar complexidade, com a defesa de Zampolli contestando as acusações de Ungaro, que também restam sob análise na esfera judicial. Dentre os desdobramentos, o que fica claro é a importância de acompanhar as consequências políticas, bem como as reações da opinião pública, diante de declarações explosivas e de um histórico pessoal que se cruza com questões legais e institucionais. Conte conosco para trazer as informações mais claras à medida que os fatos se desenrolam; e você, leitor, o que pensa sobre o impacto de esse tipo de entrevista para a imagem de governos estrangeiros no Brasil e no mundo? Comente abaixo com suas opiniões e dúvidas.

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